Blog do Cadu: A estratégia política de Dilma

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A estratégia política de Dilma


Nas últimas semanas, povoaram os jornais análises sobre o atual momento político. Foi quase uma consagração a posteriori (pelos jornais) da habilidade política de Lula, reconhecida em matérias no Estadão, Folha.

Por Luís Nassif*

Mas se Lula foi uma espécie de Pelé da política brasileira contemporânea, Dilma Rousseff tem se revelado um Coutinho.

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Para se entender a sinuca de bico da atual oposição, é necessário um mergulho no Brasil pós-Sarney.

As ideias políticas, no país, quase sempre acompanharam com alguma defasagem as grandes ondas internacionais.

A Constituição de 1988 foi o grande documento a sinalizar os novos valores que acompanhariam o país nos anos seguintes.


Uma das ideias-força era da descentralização, revertendo o pesado espólio do regime militar.

Outra ideia-força foi a questão da cidadania, das políticas sociais, da universalização dos direitos civis, do renascimento da sociedade civil.

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FHC empunhou a bandeira da modernização. Jogou-a fora na crise do câmbio em 1999 e no “apagão”. Deixou de lado a bandeira da cidadania, que acabou assumida por Lula. Na década que marcou o ressurgimento da sociedade civil brasileira, o PSDB fugiu do povo.

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Beneficiado pela explosão dos preços internacionais de commodities, Lula conseguiu atender a todos os setores da economia e deixar de herança a explosão do mercado de consumo de massa. Trouxe o PT para perto do centro e tornou-o o primeiro partido socialdemocrata brasileiro no estilo europeu – porque casando bandeiras sociais com alianças econômicas e, principalmente, com participação popular através dos sindicatos e movimentos sociais. Tirou do PSDB sua bandeira.

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Sem bandeira, restou à oposição o discurso da negação: apontar as vulnerabilidade do governo Lula. A partir daí poderia juntar os cacos e se preparar para as próximas eleições, desde que conseguisse mostrar o contraponto na sua principal vitrine: São Paulo.

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Aí entra a habilidade de Dilma:

Gestão. Há anos aponta-se a ineficiência do Estado e exige-se melhoria na gestão. O governo Dilma instituiu a Câmara de Gestão, definiu maneiras gerenciais de trabalhar o PPA (Plano Plurianual), montou sistemas de monitoramento online nos ministérios e conseguiu a consultoria da maior bandeira brasileira de gestão, o empresário Jorge Gerdau. Com exceção de Minas, nenhum outro estado tucano conseguiu implementar práticas gerenciais modernas.

Aparelhamento da máquina. Ponto mais sensível das críticas a Lula. No primeiro ano do governo Dilma, sete ministros caíram e a força política que herdou do seu padrinho tem permitido enquadrar os aliados.

Conflitos com a mídia. Desde o primeiro dia Dilma praticamente desarmou os antigos críticos.
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A essência do governo Dilma não mudou em relação ao governo Lula. Mas ela conseguiu esvaziar praticamente todas as bandeiras da oposição.

Não é à toa que chega ao final do primeiro ano com índices de popularidade recorde enquanto, na outra ponta, o PSDB se desmancha.

A única esperança do PSDB seria o governador Geraldo Alckmin montar uma gestão inesquecível, eficiente. Se depender do que foi mostrado até agora, o país caminha para um quadro politicamente delicado: um governo sem oposição.

Produção industrial avança 0,9% em dezembro

O índice da produção industrial apresentou crescimento de 0,9% em dezembro frente ao mês imediatamente anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na série sem influência sazonal. Em novembro, a variação positiva foi de 0,2%.O desempenho deste mês levou o indicador para o fechamento do ano a uma taxa positiva de 0,3%, bem abaixo do resultado verificado em 2010 (10,5%). Na comparação com dezembro de 2010, o total da indústria caiu 1,2%.

Confiança industrial avança 0,5% em janeiro

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 0,5% em janeiro de 2012 ante o mês anterior, passando de 101,8 para 102,3 pontos, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O índice inicia o ano acima dos quatro últimos meses de 2011 mas ainda abaixo da média histórica de 103,9 pontos. Entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, o Índice da Situação Atual (ISA) quanto o Índice de Expectativas subiram. O ISA avançou 0,6%, para 103 pontos, e o Índice de Expectativas avançou 0,6%, para 101,7 pontos.

BC 01: Superávit fiscal termina 2011 em R$ 1,9 bi

O superávit primário do setor público consolidado chegou a R$ 1,9 bilhão durante o mês de dezembro, segundo o Banco Central. Já o resultado nominal registrou déficit de R$ 18,6 bilhões em dezembro. No ano, o déficit nominal atingiu R$ 108 bilhões (2,61% do PIB), comparativamente a R$ 93,7 bilhões (2,48% do PIB) em 2010. No ano, o superávit primário acumulado do setor público atingiu R$ 128,7 bilhões (3,11% do PIB), atendendo a meta de superávit primário para o ano, de R$ 127,9 bilhões.

Desemprego atinge 10,5% em 2011

A taxa média de desemprego recuou de 11,9% em 2010 para 10,5% em 2011, de acordo com levantamento elaborado pelo Dieese em conjunto com a Fundação Seade em sete regiões metropolitanas. Ao todo, foram criadas 407 mil vagas em todo o ano passado. Entre 2010 e 2011, houve uma redução no número de desempregados estimados, de 2,620 milhões para 2,318 milhões. Embora o rendimento médio dos assalariados tenha se reduzido em 0,2%, para R$ 1.467, a massa de rendimentos aumentou em 3,2%.

BC 02: Dívida do setor público fica em 36,5% do PIB

A dívida líquida do setor público atingiu R$ 1,508 trilhão no mês de dezembro, o equivalente a 36,5% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo dados divulgados pelo Banco Central. O montante caiu 0,2 ponto percentual em relação ao mês anterior. No ano, a relação DLSP/PIB apresentou redução equivalente a 2,7 pontos percentuais do PIB. A Dívida Bruta do Governo Geral alcançou R$ 2,244 trilhões (54,3% do PIB) em dezembro, reduzindo-se 0,3 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.

Bradesco fecha 2011 com lucro de R$ 11,198 bi

O Bradesco encerrou o quarto trimestre com um lucro líquido de R$ 2,726 bilhões, uma queda de 8,7% ante o mesmo período de 2010 e de 3,2% na comparação com os três meses imediatamente anteriores. Considerando o lucro líquido ajustado, que exclui eventos extraordinários, o resultado no quarto trimestre foi de R$ 2,771 bilhões, um aumento de 3,2% sobre o mesmo período de 2010. No ano, o lucro líquido acumulado chegou a R$ 11,028 bilhões, alta de 10% sobre o registrado no ano anterior.


*Retirado do site da CartaCapital – clique aqui

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