Blog do Cadu: A manjada tática eleitoral do PSDB/AL

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

A manjada tática eleitoral do PSDB/AL


Já disse outras tantas vezes por aqui que em Alagoas adversário político do PSDB / Cooperativa dos Usineiros enfrenta problema na Justiça. Qualquer esfera, comum ou eleitoral. Sem entrar no mérito dos casos, até porque essa é uma discussão no âmbito judicial e isso cabem a advogados, promotores e juízes. Mas o uso político de “denúncias” que não vão à frente, que logo após o pleito somem dos jornais e seus processos param ou são arquivados, posso e devo, como cidadão, comentar.

Foi assim em 2006 contra João Lyra; Foi assim em 2008 contra o atual prefeito, Cícero Almeida; Em 2010 contra o Ronaldo e agora novamente. A novidade desse ano é a proibição da participação de Cícero Almeida no guia eleitoral de Ronaldo Lessa.

É sempre a mesma tática. Parece menino pequeno quando aprende macete de joguinho de vídeo game. Mas inevitávelmente uma hora perde. 

O PSDB entrou com pedido para que a Justiça proibisse a participação de Almeida na TV e rádio. Alegou que seu partido, o PEN (Partido Ecológico Nacional) não estava na coligação de Lessa.

O PEN não está na coligação de Lessa, nem em nenhuma outra. Portanto, não participa dessa eleição. Sua ata de fundação é de 2006 e sua aprovação no TSE de junho desse ano. Podendo seus membros apoiarem quaisquer candidaturas.



É só mais um factoide para tentar desmobilizar a campanha oposicionista à Cooperativa e ao PSDB.

E com a Justiça alagoana que temos que não gosta de Ronaldo Lessa, pronto. Mais aqui

Esses acontecimentos só nos mostram o quanto ainda temos as mesmas relações de poder do séc. XVIII. É açúcar pra todo lado.

O governador é usineiro, o presidente da Assembleia é usineiro e no Judiciário, poucos são os desembargadores com pouco açúcar no sangue.

Fora o poder econômico em si que já é o determinante das relações numa sociedade capitalista.

A justiça eleitoral está mais bravateira que o Ratinho em seu programa de auditório. Não coíbe o abuso de poder econômico, mas se presta ao papel que agora realiza. Mais aqui

Mas como ninguém chuta cachorro morto, toda essa movimentação é sinal que Rui (m) não emplaca. Mesmo com todo os “caramelo-dollares” em sua campanha.

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