terça-feira, 4 de setembro de 2012

Porque Noblat odeia Dias Toffoli


Quem acompanha a grande imprensa, mesmo sem um olhar mais atento, percebe o quanto ela não gosta do ministro do STF Dias Toffoli. Acusações de toda ordem são atribuídas a ele. De acusações morais a uma incapacidade jurídica. Não vou me ater a questão da capacidade jurídica. Não sou da área, mas sobre as outras acusações o porquê delas foi revelada.

Toffoli é relator de um processo no STF sobre irregularidades no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA no governo FHC. A ação, movida pelo Ministério Público Federal do DF, trata de um desvio de R$ 33 milhões.

Adivinhem quem é ré na ação.

Rebeca Scatrut, sabem quem é?

Não?!

Esposa de Ricardo Noblat. Um dos mais ferozes colunistas da grande imprensa. Noblat é colunista de O Globo. Seu perfil no twitter é um verdadeiro lança morteiro contra o PT e a esquerda brasileira. Clique aqui ou aqui



Obviamente, embebecido o discurso moralista, único que ainda resta à direita e por tabela, à grande imprensa.

Rebeca é ré nesse processo juntamente com Raul Jungmann do Partido Paralelo do Serra, quer dizer, Partido Popular Socialista – PPS.

Já afirmei outras vezes por aqui que o moralismo é a antessala da vigarice.

Que coisa.

É, 2012 vai ser mesmo o ano do fim do mundo pra direita. Mesmo com a novelinha midiática do julgamento do suposto “mensalão”

Dilma a FHC. “Dilmais”!
Não poderia deixar de comentar aqui o fora que Dilma deu em FHC. O mesmo escreveu um artigo em O Globo e Estadão afirmando que Lula deixou uma herança maldita à Dilma.

A PresidentA não contou conversa e lançou uma nota mandando o bastião tucano ficar quietinho pianinho no seu canto.

Foi Dilmais!!!


Abaixo a nota da PresidentA a FHC

"Nota Oficial

Citada de modo incorreto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado neste domingo, nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, creio ser necessário recolocar os fatos em seus devidos lugares.

Recebi do ex-presidente Lula uma herança bendita. Não recebi um país sob intervenção do FMI ou sob a ameaça de apagão.

Recebi uma economia sólida, com crescimento robusto, inflação sob controle, investimentos consistentes em infraestrutura e reservas cambiais recordes.

Recebi um país mais justo e menos desigual, com 40 milhões de pessoas ascendendo à classe média, pleno emprego e oportunidade de acesso à universidade a centenas de milhares de estudantes.

Recebi um Brasil mais respeitado lá fora graças às posições firmes do ex-presidente Lula no cenário internacional. Um democrata que não caiu na tentação de uma mudança constitucional que o beneficiasse. O ex-presidente Lula é um exemplo de estadista.

Não reconhecer os avanços que o país obteve nos últimos dez anos é uma tentativa menor de reescrever a história. O passado deve nos servir de contraponto, de lição, de visão crítica, não de ressentimento. Aprendi com os erros e, principalmente, com os acertos de todas as administrações que me antecederam. Mas governo com os olhos no futuro.

Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil"

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