Blog do Cadu: Conservadores odeiam a luz

sábado, 22 de dezembro de 2012

Conservadores odeiam a luz


O anão do orçamento, o presidente nacional do PSDB, disse que “não adianta Lula fugir para as ruas”. É isso o que pensa o PSDB: que as ruas são uma caverna. Um lugar sem luz e eles, os iluminados, determinam o certo e o errado.

O nome disso não é recalque. É outra coisa ainda sem nome.

O medo tucano das ruas se explica. Basta olhar os avanços do país nos últimos dez anos. Vivemos período de pleno emprego. A renda nunca esteva tão distribuída e nossa economia nunca esteve tão forte. A tese do “PIBinho” é conversa fiada. Não existe crescimento infinito. Na Europa e EUA, se a economia cresce dois pontos é feriado.

Com as nossas taxas de distribuição de renda e emprego, essa tese de “PIBinho” é puro devaneio. Todo esse discurso malabarista de validar a negatividade acontece pela opções conservadoras de como devem ser as relações socioeconômicas. O PSDB e a “grande mídia” escolhera acionistas ao invés do povo na questão das tarifas. E ainda por cima, Dilma fez os bancos baixarem os juros. A própria taxa de juro real no Brasil nunca esteve tão baixo.

Um tal Guilherme Fiúza, escritor da biografia de Reynaldo Giannechini, afirmou em O Globo que Dilma e Rosemary são “utensílios” de Lula. Rosemary está respondendo na ação da Polícia Federal. Se for comprovada culpa em alguma coisa, que se pague. Quanto a Dilma, só Lula é mais popular que ela.


A inveja é uma m****! O best-seller desse Fiúza (famoso quem?) é uma biografia sobre um sex simbol global. Se até um jumento escreve essa biografia ela fatalmente venderia como água no deserto.

É certo que há muito por fazer. Temos lacunas históricas que precisam ser preenchidas. Mas o caminho apontado tem mais acertos que erros. E o povo sabe disso.

O povo sabe que esse processo se iniciou com Lula e Dilma dá seguimento. Por isso que “grande imprensa” bate, bate, mas não tem o efeito esperado.

Fenômenos semelhantes acontecem também na América Latina. Honduras e Paraguai judicializaram a política. O resultado foi golpe de Estado.

Setores mais conservadores da Igreja, principalmente a Católica, se aliaram aos golpistas. Eles ajudam a alimentar o ódio, se por vezes não pela questão de classe em si, o fazem aflorando a homofobia, por exemplo.

Quando o Papa faz campanha contra a união entre homoafetivos, ele induz os fieis católicos a se opor a governos progressistas que defendem esse direito.

Vaticano que é um Estado. E como tal pouco respeita sua condição. Todo o tempo interfere em questões de outros estados nacionais. Se os EUA o fazem pelo uso das armas (não somente), o Vaticano o faz pelo uso da fé.

Os conservadores não gostam de povo. O acham ignorante e não conseguem enxergar as lições ele dá todos os dias. Hoje quem melhor dialoga com ele é Lula. Pro inferno astral do “calunistas” da “grande imprensa”, os quais muito deles foram serviçais da ditadura no Brasil. Alexandre Garcia da Globo e Augusto Nunes de Veja, são espécimes destacados.

Depois de muito se agarrarem nas barras das calças dos generais, agora falam em democracia e justiça.

As ruas, o povo é a anti caverna tucana. É a antítese dos ideias conservadores brasileiros. Quando o anão do orçamento fala que ir às ruas é fugir, entenda dar luz ao debate político em curso no Brasil.

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