Blog do Cadu: Emprego e renda

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Emprego e renda



De 2008 a 2013 foram 62 milhões de postos de trabalho foram perdidos no planeta. A crise do capitalismo, que é permanente, pois esse é um sistema que vive de crises, mas teve uma explosão em 2008 ainda não acabou. Porém no Brasil, os números seguem na contramão internacional. Aqui, nesse mesmo período (contando a partir de 2007, para ser mais preciso), foram gerados 10,5 milhões de empregos.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que no mundo existam mais de 200 milhões de pessoas desempregadas. Isso é igual à população brasileira.

Essa é uma notícia que não se dá o devido destaque na imprensa grande. Sabe por quê? Por que ela tem como objetivo aniquilar tudo que tenha viés trabalhista e que valorize, de verdade, o povo brasileiro. Ela, a mídia, insiste em fazer crer que o crescimento econômico, PIB mesmo, é infinito. Está aí mais uma fábula do capitalismo!

Além desse tipo de debate, na base do “economês”, cabe uma reflexão: o que vale mais, PIB gigante ou emprego e renda? PIB por si só não significa que um povo esteja mais rico, mais feliz e com as acesso a bens de consumo e serviços básicos. Emprego e renda é o oposto. Se as pessoas trabalham mais, então têm acesso a mais bens de consumo, estão mais felizes e por consequência, acabam tendo mais acesso a serviços básicos.

Explico.

Se as pessoas estão vivendo com mais dignidade, elas conseguem exigir mais seus direitos. Questionar aquilo que acham que está errado, defender o que creem estar correto. Daí a classe média, que antes formava opinião, já não mais o faz. Antes era esse setor do losango social que impunha uma agenda por, mesmo sem deter a riqueza, ter dignidade e condições de questionar e propor rumos ao país. Para a elite, o topo do losango, basta apenas a manutenção de sua condição, do status quo.

E essa realidade que a imprensa grande se mobiliza para desconstruir. Por que é emprego e renda o que mais importa para o povo brasileiro. Especialmente com o histórico do Brasil nas relações capital/trabalho.

Porém mesmo com os acontecimentos econômicos em 2008, os mais ricos ficaram mais ricos. Um por cento da população detém metade da riqueza mundial. São 85 pessoas que possuem a renda de 3,5 bilhões de seres humanos ao redor do planeta.

O número de pobres ao redor do globo está aumentando. Fruto da concentração de riqueza imposta pela fase do capitalismo que vivenciamos hoje, o capitalismo monopolista. O Brasil também segue em sentido contrário em relação ao resto do mundo no combate à pobreza. Aqui, graças às políticas públicas e principalmente à valorização do salário mínimo, a pobreza está diminuindo.

Em 2002, cerca de 10% de nossa população vivia na pobreza extrema, e 25% na pobreza. Hoje esses números são próximos de 5% e 10%, respectivamente. E é isso o que conta de verdade, emprego e renda.



Mesmo no debate sobre PIB, que a mídia grande tenta usar para desvirtuar as condições econômicas do país, nosso desempenho não está entre os piores. Crescemos mais do que o esperado antes da crise em 2008. Crescemos mais do que países como Holanda, Japão, Suécia e Alemanha. Mesmo a cantilena do “pibinho”, independentemente da discussão de crescimento infinito, é falsa.

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No gráfico acima, as setas indicam qual seria o crescimento do PIB mantidas as taxas anteriores a 2007. A barra azul o que de fato cresceu.

E agora, o que resta à oposição nas eleições de outubro? Tirando o ódio de classe, claro.




*Os gráficos e o link foram retirados do site Tijolaço

Um comentário:

xiru pitanga disse...

A geração de renda atrelada ao emprego numa economia de mercado é muito positiva quando o mercado vai bem.
O Brasil adota a inclusão social a partir do repasse de recursos a programas sociais. Isto gera consumo, que gera produção, serviços, que gera uma economia solidária, uma sociedade solidária, de todos, com todos para todos, conflitando com o conservadorismo.
O Brasil de antes adotava para o repasse de recursos grandes obras e grandes projetos para o deleite de grandes empresas. Quando estes recursos conseguiam alcançar a pobreza era no subemprego muitas vezes na informalidade.
Esta geração de renda a partir do emprego, não empodera