segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Globo/Coca-cola/FIFA World Cup. Haja coração!


Um verdadeiro espetáculo Global. Assim foi o sorteio das eliminatórias para a Copa do Mundo de 2014. Das narrações do Pedro Bial às apresentações no palco de Fernanda Lima e Tadeu Schmidt.

Uma cerimônia “ligada em você”.

Tudo muito tecnicamente bem feito. Pro mundo inteiro.

Não sou daqueles que acham que a Copa do Mundo no Brasil será um desastre, nem tampouco penso que está tudo errado na organização da Copa. Mas não dá pra deixar quieto o monopólio prévio da Rede Globo sobre a Copa do Mundo.

Não tenho ilusões que o evento é público. A Copa do Mundo, por mais que goste do evento, é privada. A FIFA é uma instituição privada. A CBF também.

O problema é que os cartolas destas entidades pensam que o futebol também é. No Brasil o futebol é mais que um esporte. É parte de nossa cultura. Afinal, somos 200 milhões de técnicos de futebol.


Infelizmente o capitalismo no Brasil (não que em outros lugares não seja) é, quando não “mamador”, totalmente dependente do bom e velho Estado. Aquele mesmo que a teoria neoliberal quer a todo custo negar.

Ou seja, o Estado serve para bancar os gastos do setor privado. Em qualquer nível.

Mais uma prova do quanto o sistema capitalista é nefasto para os povos. Basta darmos uma olhada rápida para a Europa (aos frangalhos) e para os EUA. A grande alternativa dos gringos à crise que se avizinha é o alargamento de sua dívida.

Maravilha!!!

“Yes, nós se lasquemos!”

A Copa do Mundo no Brasil deve servir para integrarmos ainda mais nosso povo. Para que os outros povos nos conheçam mais. Para verem que não temos somente samba e até o futebol, mas somos um povo que tenta conviver com as diferenças étnicas, religiosas e sócias e que vai conseguindo superar tais diferenças (as indesejáveis).

A Copa não pode ser monopólio de ninguém, mesmo sendo um evento privado. A Copa não pode ser da Globo, da Coca-cola, da CBF ou mesmo da FIFA. O futebol, e no Brasil isso é mais forte, é parte da cultura e do imaginário popular de um povo e isto, mesmo as entidades do esporte sendo particulares, tem que ser levado em conta.

A Copa no Brasil será um sucesso, disto não tenho dúvida. Mas ela tem que ser do povo brasileiro, dos povos de todo o mundo e não da família Marinho e da família Teixeira, ou Blater ou Havelange.

Que venha a Copa 2014 e o tão sonhado hexa!

Um comentário:

  1. Caro Cadu,

    Só uma correção importante. O futebol é patrimônio cultural no Brasil, e portanto, as ações vinculadas a ele são de interesse público, e a própria CBF não é uma entidade privada propriamente dita. Essa diferença é fundamental, e deveria aumentar a responsabilidade do próprio governo, na diminuição dos custos e no andamento de obras que são verdadeiros elefantes brancos para uma Copa que levasse em conta as condições dos estádios brasileiros e a nossa realidade. Até porque estima-se que os ingressos na fase de grupos serão na casa de U$ 400. Quem pode com isso?

    Dinheiro público para a Copa e lucro privado para a FIFA, CBF, Globo? Sem falar que as obras da Copa desalojarão 65 mil pessoas. Assim não dá! Fora Teixeira!!!

    Abraço,

    Rafael Pires

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