Blog do Cadu: Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

Carta do MST sobre tentativa de massacre de sem terras em Piranhas/AL


FAZENDEIRO COMANDA TENTATIVA DE MASSACRE DE SEM TERRA EM ALAGOAS

Nesta quarta-feira, 27.02.2008, pela manhã, ocorreu uma tentativa de massacre de trabalhadores Sem Terra, do Acampamento José Faustino, coordenado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, localizado no município de Piranhas, distante 280 km de Maceió. O acampamento situa-se na Fazenda Lagoa Comprida, com 1.000 (mil) hectares, do Fazendeiro Jorge Fortes. A ação que resultou em 09 pessoas gravemente feridas, contou com 12 pistoleiros fortemente armados comandados pelo próprio Jorge Fortes, que não apenas pretendiam intimidar as 70 famílias Sem Terra, mas agir com violência de maneira criminosa. Os feridos foram encaminhados para os hospitais da região.

HISTÓRICO:

A área está sendo reivindicada pelo MST há mais de 01 ano. Cerca de 70 famílias vivem no Acampamento José Faustino. E desde então foi solicitado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que procedesse a vistoria da área, tida como improdutiva.

Depois de mais de dez meses acampadas, em novembro de 2007, o INCRA e o Centro de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da PMAL, em negociação, convenceram as famílias a desocuparem a área com o acordo de que a vistoria seria realizada até o mês de fevereiro de 2008.

Como até o presente momento não foi dado nenhuma posição com relação a situação da terra e chegando o período de plantio as famílias resolveram retornar para a área hoje cedo, quando ainda antes mesmo de adentrarem a propriedade foram surpreendidos pelos tiros.

Alguns trabalhadores chegaram a ir à delegacia logo cedo, mas foi inútil uma vez que a delegacia estava fechada.

É importante salientar que Alagoas lidera no nordeste os conflitos agrários. Palco de assassinato de lideranças Sem Terra que continuam impunes, em meio a concentração de terra voltada para a monocultura da cana. E que a região do sertão tem sido historicamente comandada por oligarquias que gerenciam o crime na região, em especial contra os trabalhadores Sem Terra.

Diante disto a Direção Estadual do MST vem tornar público o ocorrido ao mesmo tempo que cobra que sejam tomadas medidas, cabíveis, o mais urgente possível, no intuito de punição dos responsáveis, e com a conseqüente desapropriação da área. Com a clareza de que todas e todos os trabalhadores rurais Sem Terra estamos de prontidão para que este fato não se torne corriqueiro e cotidiano em nosso estado, somando-se as impunidades que marcam Alagoas.

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