Blog do Cadu: PSDB é assim: não paga as contas, mas financia campanha eleitoral

sábado, 8 de setembro de 2012

PSDB é assim: não paga as contas, mas financia campanha eleitoral

Quanto tempo um cidadão comum fica sem pagar suas contas de energia sem que ela seja cortada? Quanto seria o valor que um pessoa ou uma empresa comum conseguiria ficar devendo à Eletrobras sem que esta cortasse sua energia? O governador do Estado, o usineiro Téo Vilela deve, através de suas usinas 30 milhões de reais em energia. Foi o que apurou em dezembro de 2011 o jornalista Odilon Rios ao Portal Terra. Clique aqui

Esta é mais uma prova do quanto é nocivo unir o poder político ao poder econômico.

Fala-se tanto em ficha limpa em períodos eleitorais. Mas e sobre empresas ficha limpa, ninguém fala. Será que uma empresa que deve a União, e não deve qualquer quantia, deve R$ 30 milhões, poderia realizar doações para campanhas eleitorais?

Mesmo que seja em uma eleição municipal, não há aí um conflito de interesse direto?

Afinal, uma empresa devedora ao Estado brasileiro está investindo em uma candidatura para uma das esferas do Estado, a prefeitura.


As Usinas Reunidas Seresta, de propriedade do atual governador do Estado, Teotônio Vilela Filho, doou R$ 100 mil à candidatura de Rui Palmeira. É o que consta em sua segunda prestação de contas parcial (imagem abaixo).

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Isso é o novo?

Não tem dinheiro para pagar a conta de luz, mas tem para financiar campanha eleitoral. Mesmo que se diga que R$ 100 mil não são R$ 30 milhões. Isso não justifica.

Queria ver você que lê isso agora devendo essa quantia à Eletrobras se estaria sem a luz cortada.

Não se pode dar mais poder a quem já tem demais. Os usineiros cooperados em Alagoas já fazem o que querem só pelo fato de serem os detentores do poder econômico local. Se damos mais poder a eles, não sei nem o que eles são capazes de fazer.

É mais do que pertinente o debate sobre a Reforma Política. Empresas privadas, de qualquer natureza, financiando campanhas transformam parlamentares e gestores em lobistas de seus interesses. O país precisa debater mais a fundo essa questão.

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