quarta-feira, 11 de julho de 2007

Ampliação do Agente Jovem

Matéria copiada do site Estadão On Line.
Lula amplia Agente Jovem para incluir mais 1,6 milhão

Intenção é capacitar adolescente de 15 a 17 anos atendido pelo Bolsa- Família

Lisandra Paraguassú, BRASÍLIA

Com a população adulta e pobre extensamente atendida pelo Bolsa-Família, o Planalto prepara agora a ampliação do público alvo. O governo vai usar o Bolsa-Família e o programa Agente Jovem para atingir adolescentes entre 15 e 17 anos. A intenção é ampliar o pagamento do Bolsa-Família para essa faixa etária e incluir esses jovens, ao mesmo tempo, no outro programa, que tem atividades de inserção social, aumento de escolaridade e capacitação profissional. Ao todo, o Bolsa-Família tem hoje 1,6 milhão de jovens nessa idade. Hoje, o governo atende apenas 112 mil adolescentes no Agente Jovem. O programa paga uma bolsa de R$ 65 e oferece atividades extraclasse, mas é válido apenas por um ano. “Queremos incluir esses jovens de famílias do Bolsa-Família nas atividades do Agente Jovem, sem o prazo de um ano e sem necessidade de pagar uma bolsa, porque eles receberiam pelo Bolsa-Família”, explicou ao Estado o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias.A idéia de estender o Bolsa-Família a adolescentes é um dos pontos centrais do pacote de ampliação dos programas sociais que o ministério está negociando com o Palácio do Planalto. Hoje, o programa paga uma renda básica de R$ 50 para cada família com filhos e mais R$ 15 por filho até 15 anos que esteja freqüentando a escola. O próprio ministério, contudo, constatou que a maior parte dos filhos de famílias pobres não consegue terminar nem mesmo o ensino fundamental até os 15 anos. O resultado é uma grande evasão escolar quando os jovens chegam a essa idade e a família não recebe mais nada para mantê-los estudando.A maior dificuldade dessa fusão do Agente Jovem com o Bolsa-Família é a necessidade de ampliação da rede de atendimento para os adolescentes, hoje programada para apenas 112 mil. O atendimento cabe aos municípios, mas é o governo federal que financia a infra-estrutura, que vai desde treinamento de pessoal até, por exemplo, a montagem de centros de informática para atender os jovens. As contas do ministério indicam a necessidade de R$ 1,8 bilhão até 2010 para sustentar essa ampliação.Esse cálculo não inclui a ampliação da idade do Bolsa-Família. Se todo o contingente de 1,6 milhão de jovens entre 15 e 17 anos passar a receber os R$ 15 pagos às famílias, o custo anual dessa inclusão será de R$ 24 milhões.

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