Quem foi que disse que não existe racismo no Brasil?
O professor Antônio Natalino, coordenador do curso de Medicina da UFBA, é um idiota!!!!!
Essa afirmação não é preconceito. É o conceito formado mesmo!
Ouça a imbecil declaração do professor retardado da UFBA - Clique aqui
Abaixo, nota do DCE da UFBA:
UFBA: Veias abertas do Racismo Institucional
Nos últimos dias estivemos diante de um fato que mobilizou a comunidade universitária e a sociedade baiana em torno da discussão sobre o racismo.
O que culminou neste debate foi a publicização da opinião do Coordenador do Colegiado de Medicina, o Professor Antônio Dantas, que declarou na mídia sua "avaliação" sobre a causa da nota baixa do curso de medicina da UFBA no ENADE.
Ao dizer que o baixo rendimento d@s estudantes se deveu ao "baixo QI dos baianos", e ao relacionar a "falta de inteligência" à nossa cultura e ancestralidade, o professor deixou nítido que sua avaliação se baseia num pensamento hegemônico racista e elitista, que está presente dentro da nossa universidade, e se expressa quando estudantes cotistas são constrangid@ s, humilhad@s e discriminados em sala de aula, quando quase não vemos professor@s negros e negras no corpo docente da Universidade, quando em nossos currículos está presente um modelo baseado em conteúdos eurocêntricos e principalmente quando as Ações Afirmativas não são levadas a sério pela administração central da UFBA.
Isso só aponta para uma questão já conhecida, porém que segue velada, sob a égide dos pensamentos mais conservadores e reacionários: o racismo institucional.
O Racismo Institucional se manifesta em normas, práticas e comportamentos discriminatórios que acontecem diariamente resultantes do preconceito ou de estereótipos racistas. Em qualquer situação, o racismo institucional sempre leva pessoas de grupos raciais ou étnicos discriminados a situações de desvantagem, ou seja, um grupo considerado “inferior” vai ter o acesso a qualquer benefício gerado pelo Estado ou outras instituições prejudicado ou até mesmo negado.
É esta manifestação racista que se estabelece nas estruturas de organização da sociedade, estando presente nas instituições, e que traduz os interesses, ações e mecanismos de exclusão praticados por grupos racialmente dominantes.
É este comportamento que emperra a implementação satisfatória das Ações Afirmativas na UFBA e uma prova disso é a resistência da administração central em criar uma Pró-reitoria de Ações Afirmativas.
Neste momento é importante não deixar que o debate do Racismo Institucional seja mais uma vez camuflado e nem siga por caminhos onde fique pormenorizado em detrimento da discussão sobre a avaliação das Instituições de Ensino Superior, que é de fundamental importância e também deve ser feita com a máxima qualificação possível.
A Instituição Federal de Ensino Superior, Universidade Federal da Bahia, torna pública, notória e escancarada por onde correm as suas veias racistas. A declaração do coordenador do curso de Medicina reflete a opinião de muitos outros professores, coordenadores e servidores que exercem cargos de direção na UFBA, como nos episódios denunciados de humilhação dos estudantes cotistas, por exemplo. Está mais do que na hora de a UFBA assumir perante toda a sociedade sua dívida histórica com o povo negro e se responsabilizar por ela de uma vez por todas.
E é por isso que, ao som dos berimbaus, declaremos guerra a toda forma de racismo.
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