Deu no Portal Tudo na Hora (veja aqui)
Taturana: Coaracy estranha o fato da OAB não solicitar afastamento de Cícero Almeida
Omar solicitou o afastamento de quatro deputados da Assembléia Legislativa, mas "esqueceu" de incluir o prefeito de Maceió.
Josenildo Törres
O procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, classificou como “estranho” o fato do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Alagoas (OAB/AL), Omar Coelho de Melo, não ter requisitado que o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), seja afastado do cargo, já que ele foi indiciado no Inquérito da Operação Taturana, confeccionado pela Polícia Federal (PF). A observação de Coaracy foi externada após Omar Coelho protocolar, no MP alagoano, documento que pede o afastamento dos deputados estaduais Paulo Fernando dos Santos (Paulão do PT), Marcos Barbosa, Temóteo Correia e Cláudia Brandão, do Legislativo estadual, excluindo Cícero Almeida, que também obteve empréstimo fraudulento, com o aval da Assembléia Legislativa do Estado (ALE).
Preferindo a diplomacia, mas em tom provocativo, Coaracy Fonseca disparou: “Supomos que o presidente da OAB não deva ter encontrado fundamentos jurídicos para o pedido de afastamento, embora, o prefeito tenha sido indiciado”, justificou Coaracy, ao explicar porque estranhou a não inclusão do nome de Cícero Almeida na lista remetida pela OAB/AL ao MP/AL. Sem emitir nenhum parecer técnico quanto a solicitação, o procurador-geral de Justiça evidenciou que, “o MP alagoano jamais servirá de capataz de interesses políticos, de quem quer que seja”, enfatizou.
Segundo o chefe do MP alagoano, "independente da formalização de qualquer pedido, encaminhado por qualquer que seja a entidade obstinada em garantir a devida responsabilização de todos os que, comprovadamente infringiram a lei, o Ministério Público está agindo sem alarde. Não estamos trabalhando com dois pesos e duas medidas, mas, com toda a cautela necessária, analisando criteriosamente cada caso, de acordo com a doutrina e a jurisprudência aplicáveis à matéria”, garantiu.
A solicitação da OAB alagoana ao MP/AL é a terceira protocolada quanto aos indiciados da Operação Taturana. “Não se está a afirmar que os indiciados sejam todos culpados, mas, enquanto o Judiciário não manifestar-se, definitivamente, não se pode dar tratamento diferenciado aos envolvidos”, relata o presidente da seccional alagoana, no ofício, cuja íntegra é publicada a seguir.
A OAB respondeu ao Procurador-Geral (veja a resposta aqui)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Coloque sua idéia, ponto de vista ou posicionamento. Afinal, toda discussão para contruir ideias é válida. Também pode discordar da opinião expressa no texto, mas sem ofender de qualquer forma que seja.
Caso algum comentário não se enquadre, será deletado. Também peço que assine.
Por isso, os comentários são moderados.
Forte abraço!
Cadu Amaral