O mais interessante na personalidade doentiamente vaidosa do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é que, por isso mesmo, ele acaba tendo rasgos de sinceridade bem pouco policiados pelo “politicamente correto”.
É o que acontece hoje, na matéria publicada na Folha de S. Paulo, sobre o artigo, ainda a ser publicado num site do UOL, portal do mesmo grupo do jornal, quando diz que o PSDB e seus aliados devem “perder a mania” de tentar falar o povão e concentrar seu discurso na cooptação das classes médias.
Por Brizola Neto*
E, atenção, antes que elas passem a apoiar Dilma.
“Dilma (…), com estilo até agora contrastante com o do antecessor, pode envolver parte das classes médias. Estas, a despeito dos êxitos econômicos e da publicidade desbragada do governo anterior, mantiveram certa reserva diante de Lula.”, diz o artigo de FHC, que agora vejo publicado no Noblat.
Nele, o publicitário – digo, o sociólogo – Fernando Henrique se espalha, numa sinceridade de doer.
“(…)é preciso persistir, repetir a crítica, ao estilo do “beba Coca Cola” dos publicitários. Não se trata de dar-nos por satisfeitos, à moda de demonstrar um teorema e escrever “cqd”, como queríamos demonstrar.Seres humanos não atuam por motivos meramente racionais. Sem a teatralização que leve à emoção, a crítica – moralista ou outra qualquer– cai no vazio. Sem Roberto Jefferson não teria havido mensalão como fato político.”
Cabotinamente, diz que as oposições devem sempre lembrar o seu legado como presidente, pede uma ofensiva na internet e não deixa por menos ao insinuar algo como uma “primavera árabe” no Brasil:
“Sem, entretanto, uma oposição que se oponha ao triunfalismo lulista, que coroa a alienação capitalista, desmistificando tudo o que seja mera justificativa publicitária do poder e chamando a atenção para os valores fundamentais da vida em uma sociedade democrática, só ocorrerão mudanças nas piores condições: quando a fagulha de alguma insatisfação produzir um curto-circuito”.
Enquanto FHCdesfila sua plumagem vaidosa, Serra e Aécio, menos delirantes, brigam pelo controle da máquina da massa cheirosa.
*Retirado do Blog Tijolaço (clique aqui)

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