quarta-feira, 23 de maio de 2012

Nada a declarar e o sorriso de aeromoça



Muita expectativa para o primeiro depoimento do bicheiro Carlos Cachoeira à CPMI e só tivemos um ou vários “nada a declarar”. Muita gente deve ter ficado, e com certa razão, indignado com a postura do, segundo a Folha de São Paulo, empresário de jogos de azar.

Primeiro que Cachoeira tem essa prerrogativa constitucional, até aí nada demais.

Outra coisa que me chamou a atenção foi a cara de ironia de parlamentares (não todos) do PSDB / DEM com a situação. Afinal, nada de novo contra seus aliados da grande imprensa.

Mas pra uma coisa o silêncio do bicheiro serviu. Muitos dos fatos que vazaram sobre o caso se confirmam. Até por que nas falas dos parlamentares, muitas informações como números de contas bancárias e conversas telefônicas para além do que já circulavam por aí foram ditas.

A CPMI tem seis meses para concluir sues trabalhos e tenho pras mim que em branco ela não passa, não. Pode até não ir a fundo como se deve, mas em branco não passa.

A coisa que mais me deixe frustrado na sessão de ontem foi escamoteamento da maioria dos parlamentares sobre a relação do Cachoeira com o editor geral de Veja, Policarpo Júnior.

Daí o sorriso de “aeromoça” de muitos parlamentares da oposição.

Enfim, que venham os próximos capítulos...

Leia mais sobre a CPMI e o depoimento (ou não) do Cachoeira aqui, aqui, aqui e aqui 

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