O
embate pelos rumos da CPMI da Veja / Globo/ Cachoeira promovido pela grande imprensa
a cada dia toma mais cara de comédia pastelão baseado na invencionice.
Já
inventaram de tudo. Inventaram que a Veja não tinha nada a ver com isso. Já
inventaram que nunca houveram notícias plantadas para beneficiar o esquema do
bicheiro e pra fazer chantagem política. Já inventaram um Mino Carta bajulador
da ditadura militar (leia a resposta do Mino aqui), inventaram até um Gilmar Mendes (ou será Mentes?) vítima de
pressão de Lula para adiamento do julgamento do suposto “mensalão”.
A
única invenção que deu certo foi o tiro no pé. Ao contrário da capa de Veja, o
tiro foi no “pisante” da grande imprensa. Seu desespero é fruto de anos de
manipulações e posturas antidemocráticas. O povo não aguenta mais.
De
um país igual a um jardim de flores na ditadura militar; passando pelo debate
Lula / Collor em 89, passando inclusive pela criação do Collor nacionalmente;
passando pelas manipulações de informação em favorecimento aos governos de FHC,
o ocultamento do esquema das privatizações, por exemplo; passando pelos ataques
gratuitos a Lula, ao PT e aos movimentos sociais, com tentativas de golpes com
notícias inventadas pra derrubar o governo federal; passando pela campanha
pró-Serra e Alckmin nas eleições (2002, 2006 e 2010); áudios sem grampo com a
participação do Gilmar Mendes, bolinhas de papel, mosqueteiro da ética e agora
a pressão mais forjada que a humanidade já viu.
Mas
deixo aqui uma para o sabor de quem lê essa postagem: “Na coluna do jornalista Bastos Moreno, no jornal O Globo, está dito
que Gilmar Mendes, ao sair do escritório de Jobim, foi, enfurecido, a uma
reunião com a cúpula dos Democratas”, lembra Wálter Maierovitch. Isso é
verdade? Se afirmativa a reposta, o senhor não acha que seus colegas do Supremo
Tribunal Federal deveriam ter a primazia, diante dos fatos? Com quem e sobre o
que o senhor conversou com o DEM? O DEM sabe destes fatos há um mês, e também
se calou?
Agora
Gilmar é alvo do tiroteio. Voltou-se contra si sua medíocre participação no
esquema da grande imprensa. Leia mais aqui.
Gilmar no seu intestino antidemocrático não suporta a ideia de ser criticado. Talvez na Alamenha, país que ele adora - tanto que fala melhor o alemão do que o português e que, segundo ele mesmo, vai até lá como o Lula vai a São Bernardo - e até já se encontrou com o Demóstenes pra bater um papo e tomar um chopp... - Leia mais aqui sobre sua irritação.
Tal
comportamento só nos mostra quem realmente é contra a liberdade de expressão.
Liberdade
de expressão não é o mesmo que mentir. Algumas pessoas podem pensar assim ao
colocar no mesmo bolo das mentiras a frase: “dizer o que quiser...”
Pode-se
dizer o que quiser, sobre quem quiser, onde e quando quiser. Só não pode acusar
sem prova, inventar ou ocultar fatos.
Aqui
a imprensa é totalmente livre, livre até dos fatos, como diria o jornalista Franklin
Martins.
Se
não for regulamentada a comunicação no Brasil, sempre estaremos ao sabor das
firulas das elites brasileiras, em especial das famílias Marinho (Globo), Frias
(Folha), Civita (Abril / Veja), Mesquita (Estadão)...
Serão
estes os quatro cavaleiros do apocalipse?
Muitos
destes episódios se devem ao fato dos governos Lula / Dilma (ainda) não terem
feito a Ley de Medios. Sobre isso o Fórum
Nacional pela Democratização da Comunicação emitiu interessante nota – leia aqui.
Sem
falar que a grande imprensa quer por que quer que Lula não fale mais nada. Nunca
mais opine sobre nada.
Nada
mais antidemocrático do que isso.
Mas a maior invenção de todas é Gilmar Mendes ser ministro do Supremo Tribunal Federal.

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