quinta-feira, 7 de junho de 2012

PSDB tem quatro candidatos em Maceió


O DEM lançou oficialmente ontem a candidatura à prefeitura de Maceió do deputado estadual e apresentador de programa “pinga sangue”, Jeferson Moraes. Essa é, segundo o próprio governador Teotônio Vilela, a quarta candidatura palaciana.

Isso mesmo. O governo do Estado tem quatro, quatro candidaturas à prefeitura de Maceió.

Em confirmando todas elas na disputa, seria, de maneira tosca, a tática do dividir pra conquistar?

Me parece que sim. Ao lançar várias candidaturas, o governador evita uma polarização entre situação e oposição.

Mas então quem é laranja de quem?

Em tese, repito: em tese, todos seriam “laranjas” de Rui Palmeira, novo queridinho do tucanato local. Mas em política tudo é possível e se uma das outras por ventura de conjunções astrais decolar, Palmeira fica pra escanteio.


As outras candidaturas são: Givaldo Carimbão deputado federal do PSB e Nadja Bahia do PPS.

Essa candidatura do PPS é bem capaz de morrer antes de respirar.

Evitar a polarização é a principio a melhor tática do PSDB nessa eleição. Além do fato da eleição de 2012 ser a antessala de 2014, seu governo é desastre.

Não fosse o governo federal, Alagoas seria a personificação do inferno de Dante.

Somos ponta de lança de todos os índices negativos do país. Em Alagoas se mata mais gente que nas guerras do Oriente Médio e nossa economia tem a mesma matriz do século XVIII. Cana, cana, cana, cana... É tanta cana-de-açúcar que faz medo de se ter uma epidemia de diabetes no Estado.

E com um governo de usineiro, pronto. É o mesmo que doceiro tomando conta de criança com dente cariado.

O nome do DEM não poderia significar mais a cara de atraso que tem esse partido. O partido da ditadura, lança na capital mais violenta do Brasil uma pessoa que sobrevive financeiramente e politicamente da exploração violência. Defensora da lógica de um policial por habitante. Sem falar no moralismo (sem trocadilho com seu nome), tão presente em outro (ex) DEM, o DEMóstenes. O mesmo do Cachoeira e da Veja.

Já Rui é mais discreto. Não tem perfil truculento, mas representa as velhas oligarquias alagoanas. São quatro gerações no poder em Alagoas.

Um é para a classe média (Rui), o outro para a periferia (Jeferson).

Nesse embrólio ainda temo Galba Novaes, presidente da Câmara de Vereadores e ligado a Collor.

No outro flanco está Ronaldo Lessa. Candidato da frente de oposição. Com partidos da base do governo federal, entre eles o PT e o PMDB. Seu vice é o braço direito do atual prefeito Cícero Almeida, mas o PP de Almeida deve marchar com Carimbão.

Cheiro de traíragem no ar. De quem e para quem, não sei.

No mais nenhuma novidade. Como já não tinha em março. – leia aqui*



*Onde se lê João Lyra (PTB), leia-se PSD.

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