O
DEM lançou oficialmente ontem a candidatura à prefeitura de Maceió do deputado
estadual e apresentador de programa “pinga sangue”, Jeferson Moraes. Essa é,
segundo o próprio governador Teotônio Vilela, a quarta candidatura palaciana.
Isso
mesmo. O governo do Estado tem quatro, quatro candidaturas à prefeitura de
Maceió.
Em
confirmando todas elas na disputa, seria, de maneira tosca, a tática do dividir
pra conquistar?
Me
parece que sim. Ao lançar várias candidaturas, o governador evita uma
polarização entre situação e oposição.
Mas
então quem é laranja de quem?
Em
tese, repito: em tese, todos seriam “laranjas” de Rui Palmeira, novo queridinho
do tucanato local. Mas em política tudo é possível e se uma das outras por
ventura de conjunções astrais decolar, Palmeira fica pra escanteio.
As
outras candidaturas são: Givaldo Carimbão deputado federal do PSB e Nadja Bahia
do PPS.
Essa
candidatura do PPS é bem capaz de morrer antes de respirar.
Evitar
a polarização é a principio a melhor tática do PSDB nessa eleição. Além do fato
da eleição de 2012 ser a antessala de 2014, seu governo é desastre.
Não
fosse o governo federal, Alagoas seria a personificação do inferno de Dante.
Somos
ponta de lança de todos os índices negativos do país. Em Alagoas se mata mais
gente que nas guerras do Oriente Médio e nossa economia tem a mesma matriz do
século XVIII. Cana, cana, cana, cana... É tanta cana-de-açúcar que faz medo de
se ter uma epidemia de diabetes no Estado.
E
com um governo de usineiro, pronto. É o mesmo que doceiro tomando conta de
criança com dente cariado.
O
nome do DEM não poderia significar mais a cara de atraso que tem esse partido.
O partido da ditadura, lança na capital mais violenta do Brasil uma pessoa que
sobrevive financeiramente e politicamente da exploração violência. Defensora da
lógica de um policial por habitante. Sem falar no moralismo (sem trocadilho com
seu nome), tão presente em outro (ex) DEM, o DEMóstenes. O mesmo do Cachoeira e
da Veja.
Já
Rui é mais discreto. Não tem perfil truculento, mas representa as velhas
oligarquias alagoanas. São quatro gerações no poder em Alagoas.
Um
é para a classe média (Rui), o outro para a periferia (Jeferson).
Nesse
embrólio ainda temo Galba Novaes, presidente da Câmara de Vereadores e ligado a
Collor.
No
outro flanco está Ronaldo Lessa. Candidato da frente de oposição. Com partidos
da base do governo federal, entre eles o PT e o PMDB. Seu vice é o braço
direito do atual prefeito Cícero Almeida, mas o PP de Almeida deve marchar com
Carimbão.
Cheiro
de traíragem no ar. De quem e para quem, não sei.
No
mais nenhuma novidade. Como já não tinha em março. – leia aqui*
*Onde se lê João
Lyra (PTB), leia-se PSD.

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