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| O Povo em frente a sede da TV pública do Paraguai exigindo a volta de democacia ao país. |
Se alguém achava que o golpe no Paraguai seria dado sem
resistência, enganou-se. Não somente o povo está nas ruas, ao contrário do que
divulga nossa imprensa golpista, mas também os Estados da América do Sul (Unasul
e Mercosul) falam em sanções ao Paraguai pelo golpe de Estado. Fala-se em
tornar o governo golpista de Franco em pária no continente.
Apenas dois Estados reconheceram o novo governo
paraguaio: o Vaticano e os EUA. Os EUA na verdade, já antes da consumação do
golpe. “Devemos respeitar os trâmites constitucionais do Paraguai”.
Não tem quem não me tira da cabeça que a Hilary Clinton
só veio para a Rio+20 para ver de perto o golpe no Paraguai. Ela chegou no
último dia de participação dos chefes de Estado e o mesmo dia do golpe.
Esse interesse na América Latina faz parte de seu
viés imperialista. Olha só na foto
abaixo quantas bases militares o “Tio Sam” tem por aqui. No Equador foram
expulsos, na Bolívia também, no Brasil Alcântara já tem mais a influência deles.
Base plenamente brasileira. Não é à toa as tentativas de golpes nos países latino-americanos.
Os EUA estão perdendo influencia econômica e militar no subcontinente.
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| Clique para ampliar |
Além de suspensão na participação dos fóruns do
continente, como o Mercosul, alguns países já começam a agir contra o governo
golpista de Franco. A Venezuela vai parar de enviar petróleo ao Paraguai (clique aqui) e a Argentina retirou seu
embaixador de lá (clique aqui).
Aliás, o embaixador argentino no país, Hector
Timerman, conta detalhes dos bastidores do golpe paraguaio. Leia mais aqui
Segundo ele o que se fez foi rito sumário e que “O
Mercosul aplicará os tratados que firmamos. E a Unasul também”.
Nada mais justo.
Nas últimas postagens coloquei a necessidade de
atenção em relação a uma provável onda de golpes institucionalizados na América
Latina (aqui e aqui). Como tentaram no Equador, contra Rafael Correa, vão usar a
polícia também na Bolívia. Leia mais aqui
A grande imprensa brasileira tenta a todo custo
esconder a reação popular ao golpe contra a democracia paraguaia. Inclusive que
um representante de Franco foi à TV pública do país interferir na programação. A
TV exibia as manifestações contra o golpe, inclusive com um microfone aberto na
frente da sede da emissora. Clique aqui e veja o programa microfone aberto da TV pública do Paraguai de sábado com a participação de Lugo
Tanto é que os porta-vozes do governo golpista no Brasil são os “grandões” da
grande mídia (leia mais aqui e aqui). O Jabor fez um comentário pra
lá de golpista no jornal da Globo de sexta-feira (assista aqui). E tem gente que acha o Jabor cult.
Realmente, a grande mídia brasileira odeia a democracia.
Leia aqui um relato de sexta e sábado de Iuri Faria Codas, diretor da UEE-SP. Iuri está
no Paraguai acompanhando os acontecimentos.



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