“Sete é
a conta do mentiroso” - quem nunca ouviu essa frase por aí? Não
sei porque cargas d'água o número sete tem relação com a mentira
no jargão popular. Mas depois do primeiro voto do ministro do
Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, todos conhecemos uma
materialidade à expressão do dito popular.
Após
absolver João Paulo Cunha, então presidente da Câmara dos
Deputados à época das denúncias do suposto “mensalão” sobre
os repasses feitos pela empresa de Marcos Valério à Casa
Congressual por conta de contrato – sete dos quase onze milhões
foram destinado a veiculação de propaganda na grande imprensa.
Ou seja,
Globo, Veja, Folha e Estadão, receberam a maior parte da fatia. Se a
operação de marcos Valério era ilegal, o que segundo Lewandowski
não era, a grande mídia recebeu mesada do Valérioduto. Leia mais aqui
Essa
grande imprensa que tem bicheiro como pauteiro. Que opera par
derrubar governos trabalhistas, de Brizola a Lula e Dilma, é acima de
tudo mentirosa.
Agora
fica fácil explicar porque sete é a conta do mentiroso.
Grande
imprensa que insiste em nos enfiar juízo adentro o pensamento único.
Coisa de, como diria Paulo Henrique Amorim, neolibelês. Neste
linguajar não se fala em redução de pobreza, mais acesso a isso ou
aquilo e Estado se muito, só pra salva banco. Política não presta.
Organize quermesses, e aqui sem nenhum juízo de valor sobre as
quermesses, uma vez que quermesses jamais irão mudar a
superestrutura do sistema capitalista. Leia mais aqui
Essa
imprensa que insiste em invocar a santidade. Protegendo jornalista
bandido. Jornalista bandido, bandido é e pronto. Leia mais aqui
Se
um dia a grande imprensa resolvesse se retratar de todos os seus
erros para com o povo brasileiro, teríamos décadas de erratas nos
jornais impressos, falados e telejornais.
Quem
aqui viu a retratação com Erenice Guerra, absolvida das acusações
da grande imprensa de usar a Casa Civil para prática de corrupção.
Erenice substituiu Dilma que saia da Casa Civil para se candidatar a
Presidência da República. Erenice foi absolvida por falta de
provas.
Ou
com o ex-ministro Orlando Silva, dos Esportes. Alguém viu? Ouviu?
Leu?
A
grande imprensa sempre com seu dedo em riste, apontando para
discordantes de suas posições e das elites, acusando e condenando a
todos que lhe pareçam ameaça.
É
de uma defesa da democracia, pense.
Saul
Leblon, em Carta Maior, enumerou cinco erros grosseiros da grande imprensa na sua
tentativa de nos moldar à imagem e semelhança do deus mercado. Leia aqui

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