A Justiça Eleitoral tenta impor como
marca uma rigidez típica de, como se diz no popular, parede de igreja. Especialmente
em relação aos prazos. Uma cobrança que nem inglês com toda a sua pontualidade
teria garantias que conseguiria cumpria à risca.
E sobre a fiscalização de abuso de poder
econômico?
Há uma seletividade disfarçada de
moralismo ferrenho. Comportamento parecido ao que tem a grande imprensa quando
é criticada. A Justiça Eleitoral também se vale do “querem nos destruir” a qualquer
questionamento.
Deixem-me ilustrar. Aqui em Maceió
existe um posto de saúde, no Centro da cidade, mais completo que atende especialidades
que os outros postos não têm. É quase um hospital municipal, mas sem internação
e sem cirurgia. Ele se chama PAM – Salgadinho.
Em tempos de eleição o que tem de
cabos eleitorais fazendo transporte de eleitores ao PAM – Salgadinho. Seja do
interior, seja da capital.
Ora, não se pode transportar eleitor
no dia da votação, por que pode fazer transporte de eleitor para atendimento? E
com atendimento pré-marcado pelo candidato ou prefeituras do interior com
interesses meramente eleitorais.
Segundo um usuário do PAM que não
quis se identificar, “É comum a pré-marcação de consultas por lista. O candidato
ou prefeito do interior manda uma lista e os atendimentos são agendados como se
as pessoas tivessem vindo ao Posto enfrentado a fila e marcado sua consulta
normalmente”.
É claro que quem teve essa carona
firma compromisso de voto. Ou não?
E cadê a Justiça Eleitoral?
Ela manda fiscais tirar metragem das
portas e vidros de carros de apoiadores de candidatos em caminhadas e
carreatas, mas não manda ninguém aos postos de saúde fiscalizar o abuso de
poder econômico praticado por candidatos em período eleitoral.
Os cabos eleitorais podem alegar que
fazem transporte público. Se o fazem são permissionados e, portanto, não podem
fazer propaganda eleitoral em seus carros.
Nos postos de saúde da periferia,
com certeza é muito pior.
As
bravatas do tucanato alagoano
E o candidato Rui (m) Palmeira?
Que disse em guia eleitoral que vai
visitar um posto de saúde por semana se for eleito prefeito de Maceió.
O que acontece se a autoridade
municipal visitar um posto de saúde?
Para tudo!
É do rito. De nosso costume receber
as autoridades. Se o tucano for eleito e você estiver num posto de saúde
esperando seu atendimento, torça para este não seja o visitado da semana,
porque você vai ter que voltar no outro dia para ser atendido.
Isso partido do pressuposto que essa
é sua real intenção.
Sem falar que diz em seu jingle que
é trabalhador. Nunca sequer forrou a própria cama.
Seu mandato de deputado, ao
contrário do que diz sua propaganda eleitoral é péssimo. Sua única ação foi a
tentativa de criação de uma CPI do INCRA para criminalizar a Reforma Agrária e
nem isso conseguiu. Mais aqui
E qual o interesse de Rui Palmeira
em criminalizar a Reforma Agrária?
Quem é o candidato à Prefeitura de
Maceió da Cooperativa dos Usineiros?
Sequer mostra em seu guia eleitoral
ao exibir o mapa da cidade de Maceió nossa área rural. Área rural, aliás, que são
51% do território de Maceió e preenchida com cana-de-açúcar. Veja aqui
Uma dica: Seu pai foi governador
biônico da ditadura militar e seu grupo político destruiu o Produban (Banco
estatal alagoano) dando dinheiro público aos usineiros do estado.
Outra dica: é do PSDB.


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