A
cobertura da eleição presidencial estadunidense feita pela grande
imprensa brasileira é de uma competência profissional de, caso
eleição fosse uma pessoa, causar inveja na brasileira. O
cuidado com o rito jornalistico é infinitamente maior do que nas
coberturas sobre a nossa disputa presidencial.
Não afirmo
com isso que ela não tenha suas preferências, longe disso. É
apenas mais uma demonstração da síndrome de vira-lata na qual
nossas elites sofrem e por consequência a grande imprensa.
E tudo
isso unindo o útil ao agradável. Com todo o espaço dado à
cobertura para a disputa entre Obama e Romney, não há como divulgar
– isso seria uma desculpa “oficial” - Gilmar Mendes confirmando
que mentiu – ou ele próprio ou Veja; ou os dois – sobre um
pedido de Lula pelo adiamento do julgamento da Ação penal 470,
chamada de “mensalão”.
Gilmar
Mendes foi convocado pelo MPF do Distrito Federal a dar
esclarecimentos sobre suas declarações à coisa feita em papel
couché. Os ofícios do MPF ao ministro jamais tiveram retorno. Além
do mais o MPF também considerou que declarações dadas pelo
ministro desmentiam a matéria de Veja. Não restando, portanto,
alternativa a não ser arquivar o processo.
Mas o
“the book's on the table” presidencial dos EUA é mais
importante.
Afinal, o que é uma acusação, publicada na revista de maior circulação no país, de um ministro do Supremo Tribunal Federal a um ex-presidente, o mais popular da História, de que este teria pedido o adiamento de um julgamento sobre corrupção de integrantes de seu partido durante o seu governo?
Pode se
dizer tudo da direita, menos que ela não é organizada. Tudo que faz
é articulado. O próprio jornalista Bob Fernandes, em seu comentário
na TV Gazeta de São Paulo afirmou que o alvo do STF é Lula.
Do STF só
não. Da grande mídia e da direita golpistas.
Não
vencem Lula no voto, então é golpe. Do mesmo jeito como foi no
Paraguai, Honduras, tentativas no Equador, Bolívia e Venezuela. E os
ataques à Cristina Kirchner na Argentina, o ódio lá se deve
principalmente pela quebra do monopólio da informação.
Na
Argentina, o grupo Clarín era dono do papel jornal do país, detinha
a exclusividade na transmissão dos jogos de futebol e o fazia apenas
na TV a cabo. Argentino gosta mais de futebol do qualquer outra coisa
e os pobres não assistiam aos jogos.
Lá, como
em toda a democracia do planeta, os meios de comunicação estão
sendo regulamentados.
Do mesmo
jeito como dita nossa Constituição, mas que a grande imprensa
impede de toda forma de acontecer.
Outro
fato ocultado é sobre o “mensalão” do PSDB.
Segundo
denúncia do MPE/MG, o PSDB, além do desvio de milhões de reais
para financiar suas campanhas e rechear os bolsos dos seus caciques
retirados de FURNAS e de esquemas de Marcos Valério,o partido é
acusado de montar Grupos Operacionais.
Tais
grupos praticavam subtração de documentos em processos judiciais,
suborno, corrupção, falsificação, denunciação caluniosa, ameaça
de morte e até assassinato. É o que diz o inquérito 3530 do STF,
que tem como relator – até agora, mas o próprio deverá desistir
da relatoria após assumir a presidência do STF, Joaquim Barbosa.
O
processo contra o PSDB está em vias de prescrever e ao contrário da
AP 470 está recheada de provas.
Quer
saber mais?
Entendeu
o por quê de tanto espaço para a eleição presidencial dos EUA
para além da “viralatice” aguda que sofrem “os limpinhos e
cheirosos”?
*Informações retiradas do portal Rede Brasil Atual e Blog da Dilma

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