R$ 8,4
bilhões, esse era o montante da dívida pública alagoana antes da
aprovação na Assembleia Legislativa de mais dois empréstimos, ao
Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Banco Nacional do
Desenvolvimento Econômico Social (BNDES), que somados passam do R$
1 bilhão. Em 2009 já havia sido aprovado R$ 2 bilhões em
empréstimos. Onde o governo tucano de Teotônio Vilela empregou ou
emprega esses valores ninguém sabe.
Até
agora não teve um ser vivo membro do governo de Alagoas que desse
explicações concretas sobre o destino dos montantes aprovados no
último dia 20 de novembro e os de três anos atrás não se vê em
lugar algum.
Hospitais
do estado são a materialização do caos; as universidades estaduais
se arrastando; professores e técnicos administrativos das escolas
públicas em greve; índices sofríveis em todas as áreas; casas
para a vítimas das enchentes em 2010 entregues a passo de tartaruga
e estudantes são revistados em sala de aula nas escolas da periferia como política de combate ao crime.
Para piorar, o governador publicou um decreto com uma renúncia
fiscal de R$ 84 milhões ano sobre o pagamento de uma dívida de R$
415 milhões em impostos não recolhidos dos usineiros alagoanos.
Não
bastasse a peleja imposta pela “doce” elite alagoana em
dificultar a melhoria da qualidade de vida do povo, o governador
presenteou no dia 19 de novembro com a medalha da República, maior
honraria do estado, o presidente da Cooperativa dos Usineiros, José
Ribeiro Toledo.
O governador de Alagoas legislou para além da causa própria
– o que ele fez ainda não tem nome – ele homenageou o
representante oficial dos beneficiados. Ele não quer somente
espinafrar com o povo, quer, desculpem-me o uso de expressão chula, passar a
mão na nossa bunda.
Numa
conta grosseira, se a dívida antes do último empréstimo era de R$
8,4 bi, somado ao R$ 1 bi recém-aprovado dá R$ 9,4 se contar a
dívida dos usineiros, R$ 9,8.
Isso sem
juro, sem nada.
Em um
estado que nada produz porque o setor sucroalcooleiro não deixa. Em
um estado totalmente dependente do governo federal, essa dívida não
vai ser paga nunca, e com os prazos aprovados, a conta fica para o
próximo governador.
Além de
tudo, calote.
E isso
foi dito por parlamentares da base durante a discussão na
Assembleia. De que o governo federal precisará de apoio para
aprovação de projetos como a reforma tributária e daria um jeito
no pagamento desse empréstimo.
Penso que
o governo tucano está contando com o fim do mundo Maia. Como segundo
a antiga civilização, o mundo acaba em 21 de dezembro, tudo certo
em contrair mais dívida.
É o
deboche nível ultra all star.
Alagoas
tem as mesmas relações de poder desde o século XVIII, isso para
contarmos apenas da separação de Pernambuco para cá. Governador
usineiro, presidente do Poder Legislativo usineiro, no Judiciário
usineiros, prepostos e xeleléus. Esse tipo de trato com o que é
público não poderia ser diferente.

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