terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dilma, luz e oposição sem discurso



Com a sanção da redução da tarifa de energia, Dilma marcou mais um gol junto ao povo brasileiro. Especialmente, porque a oposição partiu em defesa dos acionistas das empresas transmissoras, colocando-se na linha de frente contra a decisão presidencial.

A redução média será de 20,2% nas contas de energia. Sendo 16,2% para as residências e até 28% para as indústrias.

Logo após anunciar a redução para o começo deste ano, quedas de energia ocorreram em locais abastecidos por empresas ligadas a estados governados pelo PSDB.

Aécio Neves, com colunas nos jornalões – típica campanha eleitoral, antes da eleição – faz críticas à política econômica do governo Dilma. Também insiste em continuar sua defesa aos acionistas das companhias de energia e a cantilena do racionamento.

Já se sabe um setor que doará recursos para a campanha oposicionista em 2014.

Não existem provas mais claras da falta de agenda da oposição no Brasil. O que do ponto de vista da política, para a discussão dos rumos do país, é ruim.

Uma oposição que não fortalece o debate do obscurantismo, do moralismo doentio e formula políticas para o bem comum e não para os bens privados dos grandes oligopólios, fortalece e amadurece nossa democracia.

É nítida a opção de classe feita pela oposição no Brasil. A postura diante da redução da tarifa é emblemática.

Se sobre a regulamentação dos artigos constitucionais que versam sobre a Comunicação Social no país se usa o falso argumento da censura, sobre a redução, o falso argumento é debate com a sociedade.

Que sociedade? A sociedade das empresas que dividem as ações que como todo capitalista que se preze, quer apenas o lucro, nada mais importando?

A falta de agenda, somadas às disputas internas na oposição, estão gerando fanfarronices sem tamanho em seu discurso. Não dá para imaginar o PSDB debatendo economia em um país que eles deixaram à beira de se tornar um estacionamento.

Por isso que a “grande imprensa” e setores poderosos do Poder Judiciário fazem o papel da oposição no país. A mídia brasileira – a “grande” – não formula, apenas boata. E o Judiciário passa a caneta, atrapalhando ou mesmo impedindo a franca disputa política, gerando pauta para a boataria.

A seletividade desses dois braços oposicionista do embate político no Brasil é cristalina. Só não ver quem não quer. Não precisa ser petista ou apoiar o governo federal, basta ter um pouco de honestidade intelectual para admitir isso.

Esse círculo vicioso parece não colar no povo brasileiro e cada vez mais a oposição morde o próprio rabo. Ainda mais agora, depois que o primeiro poste de Lula, acendeu a luz.

2 comentários:

  1. Como denunciou a Fiesp (a Fiesp!!), 60% das ações da CESP são de bancos estrangeiros. Entre eles o Credit Suisse. Ou seja, a oposição defende bancos estrangeiros ao invés de defender o povo brasileiro. A melhor oposição ao governo Dilma será uma oposição de esquerda, e não de direita.

    ResponderExcluir
  2. Quero os tucanos longe, são péssimos na administração, vendem o bem público, cagam para o povo mais humilde e ainda são protegidos por essa mídia mafiosa e ainda gostam de posar de éticos e moralista, pensam que enganam quem?

    Da oposição tucana/demo/mídia/judiciario só podemos esperar o pior.


    .
    .
    .


    Helder

    ResponderExcluir

Coloque sua idéia, ponto de vista ou posicionamento. Afinal, toda discussão para contruir ideias é válida. Também pode discordar da opinião expressa no texto, mas sem ofender de qualquer forma que seja.

Caso algum comentário não se enquadre, será deletado. Também peço que assine.

Por isso, os comentários são moderados.

Forte abraço!

Cadu Amaral