terça-feira, 16 de julho de 2013

Cadê a pesquisa do Ibope no Jornal Nacional?

O Ibope, em conjunto com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) realizou, no final do mês de junho, uma pesquisa para avaliar o governo Dilma. Diferente das tradicionais escalas ruim, bom e ótimo, essa pesquisa tem escala numérica. E 46% dos entrevistados deram notas entre 07 e 10. Comparando com a escala tradicional seriam que 46% acham o governo bom e/ou ótimo.

A pesquisa também revelou que 71% deles estão satisfeitos com sua vida. Sendo 60% satisfeitos e 11% muito satisfeitos. 43% se dizem otimistas com o futuro do país e 70% apoiam a realização da Copa do Mundo no Brasil, divididos entre 43% apoiando totalmente e 27% apoiando parcialmente.

Outro dado interessante foi o de que 75% dos pesquisados afirmaram apoiar os protestos no país, mas 84% dessas mesmas pessoas acham que os manifestantes foram violentos, divididos assim: 45% acham que houve muita violência e 39% de que houve violência, mas sem exageros. Seja lá o que isso quer dizer.

Em torno de 50% acreditam que as manifestações poderão causar algum tipo de mudança e 59% que essa é a melhor maneira de cobrar direitos. Ainda segundo a pesquisa, Dilma é a governante que mantém o melhor índice de aprovação. Lembrando que a pesquisa por notas foi dividida de zero a seis; sete à oito e nove à dez. Então para vermos o que seria o regular fica mais difícil.

Mas se fizermos um comparativo com o resultado de pessoas que estão satisfeitos com a sua vida, 71% tomando esse dado como aprovação ao governo - será que é possível afirmar estar satisfeito com sua vida sem ter a mesmo sentimento em relação ao governo? Se sim, qual a porcentagem isso? - e subtrairmos dos 49, temos 22% de regular. Vale lembrar que regular também é apoio.

Mas qual o único dado que se vê ou se viu na “grande imprensa”? O que aponta aprovação das manifestações em 75%. Nessa nossa mídia descarada vale tudo para tentar derrubar os governos trabalhistas, não importando o grau do trabalhismo. Foi assim com Getúlio, Jango, Lula e agora Dilma. Sem contar o velho Brizola no Rio de Janeiro. Para não esquecer, a pesquisa foi encomendada e divulgada pela revista Época (edição 787) que pertence às Organizações Globo.

E tem gente que ainda acredita que existe imprensa imparcial. Ou tem gente que pensa que imprensa tem que ser oposição, custe o que custar. Mesmo que seja a soberania do país ou a qualidade de vida das pessoas. Qual a ênfase dada às denúncias de que a espionagem estadunidense comia solta no Brasil até 2002 com o aval do “imortal” e plagiador FHC? Ou mesmo que o judiciário reconheceu fraude na privatização da Vale do Rio Doce?

Nessa guerra sangrenta contra os governos Lula e Dilma promovida pela “grande imprensa”, que é porta-voz das elites brasileiras e internacionais, agora e em 2005 foram os momentos onde eles mais sonharam em obter êxito. Da primeira vez se conseguiu superar, mas agora a situação é outra. Não estamos mais em 2005, nem Lula é Dilma. Não há melhor nem pior, apenas conjunturas diferentes.

E as respostas devem ser também diferentes. Passando pela democratização dos meios de comunicação, mas e não menos importante é o debate sobre a reforma política e sua construção e implantação por via popular. Cai como uma luva para fazer cair as máscaras de muita gente.

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