A
Organização das Nações Unidas (ONU), através de seu programa para o
desenvolvimento no Brasil (PNUD - Brasil) divulgou o Índice de Desenvolvimento
Humano por Município (IDHM). Nosso país foi o que mais melhorou sua qualidade de
vida nos últimos vinte anos, diz a pesquisa. Os dados foram obtidos pelo último
Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizado em
2010.
A
divulgação dos dados foi feita no último dia 29 sem um comparativo por período.
Eles fazem parte do “Atlas do Desenvolvimento Humano” da ONU. Mais uma vez a
ONU mostra como o país avança em qualidade de vida, apesar dos inúmeros problemas
que ainda temos a resolver. O que não muda é a síndrome de “rabo de cavalo” de
Alagoas.
A
numeração do IDH vai de zero a um. Quanto mais próximo de um, melhor. Maceió
está em 0, 721. No limite entre qualidade média e alta. A melhor capital no
índice divulgado é Recife com 0,772.
Todos
os números alagoanos parecem crescer para baixo, assim como o rabo de cavalo. Já
na divulgação do Caged, Alagoas foi o estado que mais perdeu postos de trabalho.
Sua capital, Maceió, tem o pior IDH entre as capitais e cinco cidades alagoanas
estão entre as piores do Brasil.
As
cidades alagoanas citadas como as piores são: Inhapi com 0,484, Olivença com
0,493, Olho D´Água Grande 0,503, Mata Grande 0,504 e Roteiro 0,505. A média do estado é de 0,631. O Brasil obteve
índice de 0,727, avanço de 47,5% em relação ao estudo anterior.
Na
terra dos Caetés, se mata mais gente do que em guerras. A economia e a política
são centradas na cana-de-açúcar. O governador é usineiro, o presidente da Assembleia
Legislativa é usineiro e no Poder Judiciário também não faltam, sem falar
nos prepostos. No país da casa grande e da senzala, em Alagoas todo mundo sonha
em ser da casa grande, mesmo quem nunca – por mais que melhore seu acesso aos
bens de consumo – será aceito nela.
Todas
as vezes que se mostram estudos como esse Alagoas está em último lugar, ou
figurando entre os lanternas. E toda e qualquer política pública que se tente
implantar esbarra na condição história da representação política – de forma mais
ampla do que parlamentares, prefeitos e governadores.
De
todo jeito, para quem acompanha o que se passa na vida real e não no que diz a Miriam Leitão ou o Sardenberg, não vê novidades nos dados revelados pela ONU. É gritante
a melhoria da qualidade de vida no Brasil desde 2003.
E
quanto a Alagoas, se a lógica de poder não mudar, morrerá de diabetes e com os
dentes todos cariados de tanto açúcar.

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