Blog do Cadu: Serra fica no PSDB. Risos ou choros?

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Serra fica no PSDB. Risos ou choros?



José Serra afirmou que continua no PSDB. Quase como a carta do “Dia do Fico” de dom Pedro I ao “garantir” que seu gesto era para o “bem de todos”, o eterno candidato disse que o partido que ajudei a fundar é a melhor trincheira para derrotar o PT. Ou seria derrotar Aécio Neves?

Até as tampinhas de garrafa das cervejas espalhadas em bares pelo país afora sabem que o sonho de Serra é ser presidente do Brasil e que no meio do caminho tem uma pedra, uma pedra mineira (mas que adora o Rio de Janeiro). Ele não tem mais o apoio do seu amigo(?) Fernando Henrique Cardoso (FHC) – leia o livro “O Príncipe da Privataria” para saber o tamanho da amizade entre FHC e Serra –, ficando apenas com a compreensão, agora um pouco murcha, de Roberto Freire do PPS.

Aécio deve tomar cuidados agora. Afinal, onde tem o Serra, tem baixaria. E além do mais os “jornalões” paulistanos devem ter adorado essa notícia. Tudo o que é necessário para dar muita dor de cabeça ao senador tucano está posto.

Se Aécio for mesmo o candidato tucano em 2014, qual foi a proposta feita a Serra? Indicar o vice? Comandar a privataria do que restou de empresas nacionais? Embaixador brasileiro nos EUA ou na França? (não, acho que esse vai para FHC). O quê?!

Se bem que o Serra é plenamente capaz de nas conversas internas sobre o ano que vem ter repetido o que disse em seu perfil no Facebook. Que a prioridade dele é derrotar o PT, etc. e tal, mas pode muito bem jogar na surdina para destruir a candidatura de Aécio somente para dizer “eu falei”. Sepultando de vez a chance de algum estado que não seja São Paulo esteja na vitrine do PSDB em nível nacional.

O Serra fica no PSDB, mas nenhum tucano, de forma honesta, pode afirmar se é para rir ou para chorar.

Um comentário:

RLocatelli Digital disse...

O PSDB é o espelho do capitalismo financeiro. Os representantes do capitalismo não conseguem encontrar uma saída para a crise que começou em 2008. Isso porque a saída está para além dos muros do capitalismo. Da mesma forma, os tucanos não conseguem encontrar uma forma de o PSDB recuperar o governo federal.