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| Garcia fala em democracia todos os dias na TV. "Não é bem assim" |
“Não é
bem assim”, é essa a linha dos discursos que temos visto na
direita brasileira ultimamente. Podemos citar as eleições
municipais que, em algumas cidades acontecem a disputa do segundo
turno, em outras já acabaram e candidatos da oposição faziam
discursos como se fosse da base. Da base não, do PT mesmo. Situações
é que não faltam.
Temos o
“não é bem assim” de Serra sobre o “kit gay” - termo
pejorativo sobre cartilhas impressas e eletrônicas sobre a homofobia
– a Folha de São Paulo divulgou que o governo Serra (estado) em
2009 distribuiu material semelhante ao elaborado pelo MEC no período
em que Haddad era o ministro. Cai por terra parte do discurso odioso
do tucano com o auxílio de Silas Malafaia que disse que a semelhança entre os materiais não existe.
Segundo
Serra, o do governo de São Paulo era somente para professores e
abrangia outros preconceitos. É a mesma postura de suas promessas em
cumprir mandatos. Com documento assinado em cartório e tudo. Ou sua
tentativa de se igualar a Lula no início da campanha de 2010. “Não
é bem assim”.
Já a
coisa feita em papel couché chamada de Veja outrora só fazia
brincar de diminuir a capacidade de Joaquim Barbosa e agora depois
que começou a condenar todo mundo de qualquer jeito mesmo sem
provas, virou herói. Ou o Demóstenes que era o “mosqueteiro da
ética”, após revelado seu envolvimento com o bicheiro Carlinhos
Cachoeira, virou bandido. “Não é bem assim”.
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| Mudança radical sobre a capacidade do ministro do STF |
Ou mesmo
seu editor chefe na sucursal de Brasília, Policarpo Júnior ou
somente Poli, como chamava carinhosamente o bicheiro. Que coisa, dele
Veja não cobra respostas sobre nada. Afinal, “Não é bem assim”.
Sem falar
nos grampos sem áudio, entrevistas sem fita ou mesmo as ridículas
capas publicadas ultimamente. Sempre maquiando aos fatos com meio
argumentos ou versões como acontecimentos. “Não é bem assim”.
O ACM
Neto em Salvador, sempre ferrenho opositor das cotas. Agora nas
eleições: “Não é bem assim”.
Aqui em
Alagoas, em 2006 Téo Vilela e o PSDB eram só elogios ao governo de
Ronaldo Lessa. Em 2010 eram só elogios à gestão de Cícero Almeida
na prefeitura da capital. Logo após assumir o governo em 2006,
Vilela lançou o decreto 3555/07 que retirou todas as conquistas do
período anterior, provocando uma greve geral no Estado e tratou de
desconstruir a imagem pública de Lessa. “Não é bem assim”.
Agora
quem parece seguir pelo mesmo caminho é o prefeito eleito de Maceió,
Rui Palmeira, também do PSDB. Com falas no período de transição
no mesmo tom de Vilela na sua transição em 2006, repletas de
elogios à prefeitura, depois de ataques diários no guia eleitoral,
com “situação fiscal menos complicada que o Estado”. Sem falar
que tudo que garante realizar são programas federais e Rui é
oposição ao governo federal na Câmara. “Não é bem assim”.
Será que
vai manter a promessa de cozinhar merenda nas escolas e troca lixo
por comida na periferia da cidade? Ou teremos um “Não é bem
assim”?
Exercício
de futurologia: Cícero Almeida será o próximo a ter a imagem
destruída pelo PSDB / Cooperativa dos Usineiros. Está tudo muito
igual ao que aconteceu com Ronaldo Lessa. Apoiou os tucanos em 2010 e
um tucano sucede seu governo. Não sei não, mas acho que estão
preparando um “Não é bem assim” para cima do Almeida.


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