domingo, 2 de dezembro de 2012

Fofocagem seletiva

Quantas meias verdades fazem uma mentira? Quantos pseudo moralistas se precisa para fazer uma canalhice? Vivemos o tempo em que a direita, através da “grande mídia”, eterniza as bravatas lacerdistas de meados do século XX.

Os índices sociais do país nunca foram tão bons. Mesmo na economia e o falso “PIBinho” que analistas de orelha de livro insistem em exclamar. O mundo vive uma crise econômica desde 2008. dos EUA passou para a Europa e no Brasil temos pleno emprego. O somatório de crescimento do governo Lula para cá passa dos 40%.

Criou-se o senso comum do crescimento infinito. Por isso algumas “mentes brilhantes” repetem a ladainha do baixo PIB. Argumento totalmente descontextualizado. E repito: mesmo nessa crise, que não é pequena, vivemos taxas de pleno emprego.

Outra expressão célebre é que isso aconteceria de qualquer jeito. Independente do governo Lula. Se não fosse o governo do ex-metalúrgico, seriamos hoje um grande estacionamento e a Amazônia uma farmácia de manipulação sob alguma franquia estadunidense.

Dilma segue os passos do desenvolvimento com inclusão social. Comprou o debate dos royalties do petróleo para a educação. 100 % deles, defende o governo e 50% do Fundo Social do Pré-sal.

O mundo quer nos imitar. Até 2002, o chamado “mundo civilizado” nos dava ordens e tirávamos os sapatos como sinal de nossa subserviência. Talvez nem Lacerda, se vivo, conseguiria ter a cara de pau da “grande imprensa” hoje.

De repente, se envergonharia de seu legado do “mar de lama”. Na verdade, não dele, mas foi Lacerda quem deu o formato usado hoje em dia.

“Mar de lama” sempre foi o recurso usado contra governos de caráter progressistas no Brasil.

Tanto o delegado responsável pela Operação Porto Seguro quanto a Promotora que acompanha o caso afirmaram não haver nada contra o ex-presidente Lula. Somente a “grande imprensa” insiste nisso, juntamente com mais um “herói” arrependido. O primeiro foi Roberto Jefferson, agora Cyonil do TCU. Ambos por não receberem o que esperavam.

Mas o centro da idiotice midiática é se Lula tem / tinha ou não um affair com Rosemary Nóvoa, ex responsável pelo gabinete da Presidência da República em São Paulo e investigada por supostas fraudes em pareceres técnicos e jurídicos de agências reguladoras.

Na fofocagem seletiva da “grande mídia”, nada falavam – e ainda não falam – de FHC e seu caso com uma repórter da Globo quando era presidente do país. Assumiu um filho que depois descobriu-se sua não paternidade.

Se vamos tratar das camas alheias, não existe notícia mais adequada do que um ex-presidente corno. E corno de uma amante. Ou tem, nessa realidade pastelão que insistem em nos convencer de sua materialidade?

Agora até o ministro do STF, Luiz Fux, foi para a berlinda. Em entrevista admitiu ter feito lobby para assumir vaga no STF.

Lobbies são feitos desde que o mundo é mundo. Mas no “país das purezas” da grande mídia, onde vale tudo para comprovar a tese do “mar de lama”, inclusive livrar-se de um soldado fiel no julgamento da AP 470.

Se o que Fux fez for contrário ao preconiza as condições para assumir a função de ministro do STF todas as medidas cabíveis devem ser tomadas. A princípio fica apenas mais óbvio que quem escolhia ou escolhe os nomes para o STF, não sabe o que está fazendo.

Ou sabe muitíssimo bem.

Somente o tempo dirá.

Enquanto isso, os maiores grupos da comunicação do Brasil vivem de maquiar a realidade, deixando de cumprir sua obrigação constitucional de informar, ainda recebem a maioria dos recursos publicitários. Fortalecendo seus monopólios e oligopólios no setor.

Desde 2003 a distribuição das verbas públicas de publicidade se diversificaram enormemente. Antes eram apenas 499 veículos que recebiam algum tipo de publicidade estatal, agora são quase 9000. Mesmo assim, só a Globo ainda recebe em torno de 16% do total.

Particularmente, defendo que verba pública apenas para veículo de comunicação público, mas essa posição é taxada de radical e se alguém defender algo parecido no Congresso ou em qualquer outro lugar, logo será defenestrado.

Portanto, uma distribuição cada vez mais igualitária desses recursos e uma cobrança do que preconiza nossa Carta Magna já seria muito bom. O país agradece.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Coloque sua idéia, ponto de vista ou posicionamento. Afinal, toda discussão para contruir ideias é válida. Também pode discordar da opinião expressa no texto, mas sem ofender de qualquer forma que seja.

Caso algum comentário não se enquadre, será deletado. Também peço que assine.

Por isso, os comentários são moderados.

Forte abraço!

Cadu Amaral