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Hoje, dia 21 de junho, é o Dia da Mídia. Mídia que
hoje vive envolta com debates, mais acalorados por conta de uma cachoeira de
fatos, sobre sua regulamentação.
A mídia brasileira sempre tão poderosa e sempre ao
lado, e à serviço, das elites e sempre com seu dedo em riste ao acusar
opositores aos seus interesses corporativos de classe, agora se desdobra em
desespero para se desvincular de suas relações criminosas com o bicheiro Carlos
Cachoeira.
Sim, a maior revista do país, Veja e a maior
emissora de TV, a Globo (e toda a organização Globo) se pautaram pelos
interesses de Cachoeira. É claro que estes eram comuns.
A manipulação da informação por parte da grande imprensa
é tão grande que de fato que o que ela oculta nos dá a sensação de inexistência
do acontecido.
Por exemplo:
A grande mídia não noticiou o esquema das
ambulâncias do Serra no governo FHC, pelo menos não com o destaque que merecia
e teria chutado o balde nas eleições de 2006. Tal postura acarretou no pedido
de demissão do jornalista Rodrigo Vianna, este se tornou um blogueiro sujo. Ou seja,
anti PSDB e grande imprensa.
Segue um trecho da sua carta de demissão:
“Os
telespectadores da Globo nunca viram Serra e os tucanos entregando ambulâncias
cercados pelos deputados sanguessugas. Era o que estava na tal fita do
“dossiê”. Outras TVs mostraram o vídeo, a internet mostrou. A Globo, não.” Leia a íntegra aqui
Ou um caso agora mais recente sobre a eleição em
São Paulo. A Globo simplesmente ignora o Haddad, candidato do PT à prefeitura.
Mesmo sobre as polêmicas de alianças. Leia mais aqui
Perseu Abramo, volto a repetir, pela já nem sei
mais, vez, sempre atual. Leia mais aqui
E sobre a CPMI do Cachoeira, nem um espaço da
largura de um fio de cabelo de sapo sobre o envolvimento de Veja e da revista
Época. A primeira da Editora Abril e a segunda da Globo.
E para ocultar esse laço de afeto, entre grande
imprensa e crime organizado, muitos factoides estão surgindo e surgirão, o
exemplo mais recente foi a “pressão de Lula em Gilmar sobre o julgamento do
suposto “mensalão” e desmentido por Nelson Jobim, a terceira pessoa do encontro
a três. Ou mesmo todo esse escarcéu sobre a aliança eleitoral com o Maluf em São Paulo.
Mudanças desesperadas de foco. Pressões em
instituições do Estado. O melhor exemplo é o Supremo Tribunal Federal – STF.
O caso do suposto “mensalão” será julgado às vésperas
das eleições desse ano e o mensalão mineiro, que é cinco anos mais velho, não.
O pior disso é que no Supremo a grande imprensa,
junto com a direita brasileira, tem um boneco chamado Gilmar como ministro.
Esta é um dos maiores disparates já cometidos contra
o povo brasileiro. Gilmar Mendes como ministro do STF. Valeu FHC!
Que esse Dia da Mídia seja o último sem que ela
esteja regulamentada. Que seja o último sem que de fato, todas as vozes tenham
direito à expressão e espaço para isso. Que seja o último em que uma concessão pública
é usada para fins privados e que a comunicação social no Brasil esteja
descumprindo sua função social na plenitude.

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