domingo, 24 de maio de 2026

Aldo Rebelo é mais um a expor caso Master em Maceió; JHC calado até quando?



No último dia 12 de maio, o senador Renan Calheiros (MDB) expôs o aporte financeiro de R$ 117 milhões do Iprev de Maceió nas letras do Banco Master, apontou para a possibilidade de ter ocorrido fraude nas assinaturas do conselho do Instituto e questionou a venda da folha de pagamento dos servidores para o BRB.

Este é um tema que JHC foge como o diabo foge da cruz, mas parece que ele terá que correr um pouco mais.

Nesta quarta-feira (20), o ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo – alagoano de Viçosa – afirmou à CNN Brasil que sua pré-candidatura a presidente da República pelo Democracia Cristã (DC), presidido por João Caldas, pai de JHC, foi rifada por causa do “escândalo envolvendo o Banco Master em Maceió”.

Segundo Aldo Rebelo, João Caldas estava com medo de que o caso do Banco Master pudesse interferir na campanha presidencial ao que ele, Rebelo, respondeu que não.

Mas o ex-pré-candidato pelo DC afirmou que a troca dele pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, se deve a uma tentativa de fazer política com a Corte caso seja necessário porque, nas palavras de Aldo Rebelo, o aporte milionário no Banco Master teria tido a influência de João Caldas. “A venda desses títulos envolve não apenas o ex-prefeito, mas o próprio João Caldas”.

Objetivamente, todo e qualquer dolo nesse aporte no Banco Master terá de ser investigado pela Polícia Federal que, inclusive, já solicitou ao ministro do STF André Mendonça, para iniciar os trabalhos. Portanto, por mais estranheza que todos tenha sobre essas movimentações, a existência ou não de práticas ilegais caberá aos órgãos competentes demonstrar.

Contudo, politicamente, esse é o grande calo no sapatênis de JHC, que até já andou abrindo processos contra quem ousou questionar sobre esse caso. Assim como fez quando dos R$ 8 milhões pagos à Beija-Flor para o desfile carioca de 2024 e quando o livro “Os bens que os políticos fazem”, de Chico de Gois foi reportado pela imprensa local em 2016, pois a obra cita tanto JHC quanto seu pai, João Caldas.

Desde que o caso do Banco Master veio à tona, assim como o aporte de R$ 117 milhões do Iprev de Maceió nas letras podres do banco de Daniel Vorcaro, JHC não deu nenhuma explicação sobre o caso. Nada. Zero.

Este é um tema que ele foge, corre, se esquiva e quando fica impossível tirar do noticiário, processa.

Em duas semanas, o caso Master/Iprev de Maceió/JHC foi parar nas redes, mídia nacional e local. Primeiro pelo senador Renan Calheiros, agora, por Aldo Rebelo, que rifado pelo pai de JHC. Mas neste caso em especifico, JHC conseguiu decisão judicial para que os trechos da entrevista de Aldo Rebelo sobre o caso fossem retirados das redes sociais.

E a depender dos desdobramentos do pedido da PF ao STF, pode ser que este seja uma tema com dupla camada no período eleitoral. A dos candidatos e a da polícia. JHC não vai conseguir ficar muito tempo fingindo que esse assunto não é com ele.


*Publicado originalmente no portal  BNews Alagoas

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