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terça-feira, 21 de julho de 2026

Perto das convenções e isolado, JHC avança sobre Luciano Barbosa e Lira


Numa disputa eleitoral, existem duas circunstâncias. Uma delas é a composição partidária. É essa que dá musculatura política, arco de apoios, tempo de propaganda. A outra é a eleitoral, propriamente dita.

João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, tem somente a segunda delas. O problema é que isso, muitas vezes, não basta. Sem tempo de propaganda, sem arco de alianças, é muito difícil candidaturas prosperarem, ficando – a depender do caso – aquém daquilo que poderia ter sido.

A primeira delas, a do ambiente partidário, JHC, até 15 de julho, não tem. Faltando poucos dias para o início das convenções, JHC segue isolado, sem alianças. E por mais que venda outa imagem em suas redes sociais, essa água já passou do joelho. Tanto que o neotucano passou a atacar outras candidaturas com o objetivo de forçar apoios a sua.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A intimidação como ideia, a censura como ato e a fantasia como propaganda

Reprodução/CNN


Quem pretende governar um estado precisa entender uma premissa elementar da democracia: o poder pertence ao povo. E, se o poder pertence ao povo, toda autoridade pública tem o dever de prestar contas de seus atos, responder questionamentos e conviver com críticas, especialmente quando elas dizem respeito ao uso de dinheiro público e a temas de evidente interesse coletivo.

Isso é respeitar o povo e não usar esta palavra em nome de usuário em rede social.

A trajetória recente de João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, vai na contramão, apesar da aparência que vende – e muito bem – nas redes sociais.

Como alguém pode se apresentar como representante do povo, falar constantemente em nome do povo, inclusive quando é contrariado em negociações político-partidárias e, ao mesmo tempo, reagir às cobranças públicas recorrendo sistematicamente à Justiça contra jornalistas, comunicadores, veículos de imprensa e influenciadores?

É óbvio que também é inerente à democracia o direito de ação. Qualquer pessoa que se sinta ofendida tem o direito a acionar o ofensor. Mas será que pedir respostas, esclarecimentos, relatar ou comentar fatos ocorridos, por mais incômodos que sejam, é uma ofensa?

Um levantamento feito pelo jornal Tribuna do Sertão identificou pelo menos 35 ações judiciais movidas por JHC contra jornalistas, empresas de comunicação, comunicadores, empresários de mídia, perfis de notícias e influenciadores digitais entre março de 2024 e maio de 2026. Isso dá 1,34 ações por mês.

O número, por si só, chama atenção. Mas chama ainda mais atenção o padrão dessas ações.

A maior parte dos processos levantados pela Tribuna do Sertão está relacionada à repercussão jornalística sobre o aporte de R$ 117,9 milhões do Iprev Maceió nas letras podres do Banco Master, dinheiro pertencente a aposentados e pensionistas do município. Estas são as mais recentes.

Outro conjunto de ações decorre de críticas ao patrocínio de R$ 8 milhões concedido pela Prefeitura de Maceió à escola de samba Beija-Flor de Nilópolis para o Carnaval de 2024, ano de eleições municipais e que JHC disputaria a reeleição.

Nenhum desses temas é assunto privado. Nenhum deles pertence à esfera íntima de um político. Trata-se de recursos públicos e de decisões administrativas que afetam diretamente o interesse coletivo. São assuntos que, em qualquer democracia, precisam estar submetidos ao escrutínio da sociedade e da imprensa.

As ações movidas por JHC envolvem pedidos por danos morais, direito de imagem, perdas e danos e queixas-crime por calúnia e difamação. Segundo a Tribuna do Sertão, em diversos casos os pedidos de indenização eram padronizados em R$ 10 mil, independentemente de quem estivesse sendo processado.

Entre os processados por questionar os R$ 8 milhões dados à Escola de Samba Beija-Flor, está este colunista, que nunca afirmou ter ocorrido desvio de erário ou coisa que o valha. Apenas ousei, em vídeo no Youtube, apontar o interesse eleitoral nessa ação administrativa devido ao potencial de elevação de autoestima do maceioense, num ano eleitoral, em caso de vitória daquela que é a Escola que mais venceu os carnavais cariocas nos últimos 20 anos. Sem contar que à época, forrozeiros ainda reclamavam pagamentos do São João de 2023!

Os R$ 8 milhões pagos à Beija-Flor geraram outras ações movidas por JHC contra outros jornalistas, o que fez o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal), em nota, afirmar que a prática era lawfare.

Mas esse não é um comportamento novo para o ex-prefeito de Maceió que, até este momento, quer ser eleito governador de Alagoas em outubro. Em 2016, JHC também ajuizou ações contra jornalistas e empresas de comunicação que repercutiram informações presentes no livro Os Bens que os Políticos Fazem, do jornalista Chico de Gois, obra que abordava a evolução patrimonial de diversos políticos brasileiros e levantava questionamentos sobre a origem e a evolução do patrimônio declarado por JHC.

O ponto central, repetindo, não é negar a qualquer cidadão, inclusive um agente público, o direito de recorrer à Justiça quando se sente ofendido. Esse direito existe e deve ser respeitado. O problema surge quando o recurso ao Judiciário deixa de ser um instrumento excepcional de proteção da honra e passa a ser método de reação à crítica e à cobrança pública.

Entidades nacionais e internacionais têm chamado esse fenômeno de assédio judicial. O Ministério Público Federal e organizações de defesa da liberdade de imprensa alertam que a multiplicação de processos pode produzir efeito intimidatório, gerando desgaste financeiro, autocensura e receio de abordar temas que desagradem os detentores do poder.

Mas se JHC está contando com isso, pode tirar sua cadeira gigante da chuva. Até porque, ninguém o está acusando de nada, apenas cobrando explicações de quem era o gestor do Município de Maceió quando o Iprev colocou R$ 117,9 milhões de aposentados do serviço público maceioense nas letras podres do Banco Master. Logo, não há razão nenhuma para temer qualquer intimidação judicial.

E que para quem vive falando em povo, dar explicações era algo que já deveria ter ocorrido.

A questão, portanto, é como alguém pode aspirar ao governo de um estado inteiro se demonstra tamanha dificuldade em conviver com o contraditório? Como representar milhões de pessoas se não se aceita o direito dessas mesmas pessoas de perguntar, questionar, cobrar...?

Governar é administrar conflitos. É prestar contas. É responder perguntas difíceis. É explicar decisões controversas. Não é possível pedir confiança ao eleitor e, simultaneamente, tratar a crítica como ofensa pessoal e a cobrança pública como algo a ser combatido judicialmente.

O discurso político de JHC frequentemente o vende com a imagem de um líder próximo do povo, moderno, acessível e sem máculas. Uma figura pública apresentada como alguém acima de qualquer questionamento, quase imune a erros, contradições ou decisões passíveis de crítica.

Mas a democracia não comporta personagens perfeitos porque não existem governantes sem áreas para questionamentos. Não existem homens públicos dispensados de explicações. Não existem administradores blindados contra o escrutínio da sociedade.

Quando a intimidação se torna uma ideia recorrente, quando a censura aparece como resposta prática à crítica e quando a propaganda procura construir a imagem de um líder sem imperfeições, o risco é que a política deixe de ser espaço de prestação de contas para se transformar em exercício permanente de fabricação de uma fantasia. E uma fantasia quase sempre autoritária.

Fantasias podem ser eficientes como peça de marketing em postagens nas redes sociais, mas são incompatíveis com a essência da vida numa sociedade democrática.


*Publicado originalmente no portal BNews Alagoas

domingo, 31 de maio de 2026

Sem ligar para trabalhadores, Eudócia Caldas assina PEC contra fim da 6x1 para enfraquecer Lula e Renan

Foto: Carlos Moura/Agência Senado


Após aprovação na Câmara dos Deputados da PEC que põe fim à escala 6x1, reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 semanais nesta quarta-feira (27), a oposição ao governo Lula protocolou no Senado a PEC 12/2026 como tática para impedir o avanço da pauta recém-aprovada pelos deputados federais e conta com a assinatura da senadora Eudócia Caldas (PSDB), mãe de João Henrique Caldas (PSDB), conhecido com JHC. Ela é a única dos senadores de Alagoas a assinar esta PEC.

Na Câmara dos Deputados, todos os parlamentares alagoanos votaram a favor do fim da escala 6x1, mesmo Fábio Costa (PP), que assinou duas emendas que desconfigurariam o projeto. Os bolsonaristas ainda tentaram, “aos 47 do segundo tempo”, colocar para debate uma escala em 4x3 para, além de confundir o eleitorado, atrapalhar a aprovação da construção em torno do fim da 6x1.

domingo, 24 de maio de 2026

Aldo Rebelo é mais um a expor caso Master em Maceió; JHC calado até quando?



No último dia 12 de maio, o senador Renan Calheiros (MDB) expôs o aporte financeiro de R$ 117 milhões do Iprev de Maceió nas letras do Banco Master, apontou para a possibilidade de ter ocorrido fraude nas assinaturas do conselho do Instituto e questionou a venda da folha de pagamento dos servidores para o BRB.

Este é um tema que JHC foge como o diabo foge da cruz, mas parece que ele terá que correr um pouco mais.

Nesta quarta-feira (20), o ex-deputado federal e ex-ministro Aldo Rebelo – alagoano de Viçosa – afirmou à CNN Brasil que sua pré-candidatura a presidente da República pelo Democracia Cristã (DC), presidido por João Caldas, pai de JHC, foi rifada por causa do “escândalo envolvendo o Banco Master em Maceió”.

domingo, 17 de maio de 2026

Renan Calheiros joga maior calo de JHC no ventilador

Senador Renan Calheiros durante sessão da CAE - Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Renan Calheiros, presidente da Comissão de Assuntos do Senado (CAE), jogou o envolvimento da prefeitura de Maceió, sob João Henrique Caldas (PSDB), conhecido como JHC, com o Banco Master no ventilador  durante sessão da Comissão nesta terça-feira (12). O Município de Maceió, sob o comando do neotucano, aportou R$ 117 milhões do Instituto de Previdência (Iprev) nas letras podres do banco de Daniel Vorcaro.

Este é o maior calo que JHC possui, ao ponto de ele sempre buscar cercear o debate público acerca do tema. Sites, jornais, jornalistas, comentaristas, todos que falaram sobre o tema foram processados por JHC numa clara tentativa de lawfare e para fingir que nunca teve nenhuma relação com o Master.

terça-feira, 12 de maio de 2026

Ronaldo Lessa e a ilusão sobre JHC apoiar Lula em outubro


Em entrevista ao CM cast, programa de entrevista do portal Cada Minuto comandado por Carlos Melo e Ricardo Mota, o vice-governador de Alagoas Ronaldo Lessa, do PDT, afirmou que JHC deve apoiar o presidente Lula nas eleições deste ano. Ele chegou a afirmar que “JHC é muito mais para Lula do que qualquer possibilidade de estar com Flávio Bolsonaro”.

Com todo respeito à história de Ronaldo Lessa, mas essa afirmação é – para dizer o mínimo – infantil, tola, boba até.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Sobre o possível vai e vem de Ronaldo Lessa


Neste domingo, 19 de abril, saiu a informação de que Ronaldo Lessa (PDT) estaria para deixar a aliança com o MDB e voltar a compor com JHC, agora no PSDB, para as eleições deste ano ou como candidato a vice-governador ou como candidato ao Senado.

Se isso, de fato, ocorrer, mexe com o tabuleiro eleitoral, deixando algumas perguntas a serem respondidas. Para mim, as mais importante são:

segunda-feira, 23 de março de 2026

JHC fez joguinhos com gente maior que ele e viu que nunca foi tão grande assim

Imagem gerada por IA


João Henrique Caldas, prefeito de Maceió e conhecido como JHC, tem voto, mas não tem partido, um grupo consolidado em torno de si. O que ele chama de grupo não é dele, é da caneta que possui, que é a da prefeitura de Maceió. O mais próximo a grupo que JHC é seu vice, Rodrigo Cunha, mas esse não tem voto. Ao menos, não com dimensão suficiente para jogar peso numa eleição.

JHC sempre se vendeu como uma cara que não participar de grupos, que não faz acordo e que “tem o povo”. Mas agora, está aprendendo que partido é um ativo político e eleitoral, que ter grupo, de fato, garante perenidade política para períodos de turbulência.

JHC foi reeleito prefeito de Maceió com mais de 80% dos votos válidos e achou que isso bastava para ele ditar os rumos – ou, pelo menos, sentar na mesa da política com voz de comando –, mas Arthur Lira mostrou a ele que a vida não é um arco-íris.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Duas caras de JHC para não ficar preso a ninguém



O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), presidente estadual do PL, segue fazendo o jogo de duas caras. Aperta a mão para um lado e depois a do outro para dizer que o gesto anterior não foi bem assim.

Trata-se de medição constante de temperatura para medir até onde dá para ir no cumprimento do tal “Acordo de Brasília”, que desmontaria a arrumação preestabelecida do tabuleiro político alagoano. O resumo do acordo é: JHC não seria candidato a nada, trocaria o PL por um partido da base de Lula, apoiaria Renan Filho ao Governo do Estado, Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado. Em troca, sua tia, Marluce Caldas iria para o STJ.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Renan Filho x JHC, de franco favoritismo à disputa cabeça a cabeça

Imagem gerada por IA

Entre o final de 2024 e o final de 2025, o quadro eleitoral para o Governo de Alagoas passou por uma mudança interessante. No fim do ano passado, todas as pesquisas de intenção de voto para governador mostravam Renan Filho (MDB) – ex-governador, senador eleito e ministro dos Transportes – em posição muito confortável, liderando com margem razoável sobre o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, ainda no PL e conhecido como JHC. Um ano depois, o cenário se estreitou drasticamente e, em boa parte das pesquisas, o prefeito de Maceió ultrapassou numericamente o emedebista.

Tomando apenas pesquisas realizadas em todo o estado, entre o final de novembro de o mês de dezembro, o dado é objetivo. No final de 2024, Renan Filho aparecia entre 46% a 48% das intenções de voto, enquanto JHC orbitava entre 36% e 38%. Já no final de 2025, os números, na média, apontam JHC na casa dos 43% e 44% e Renan Filho entre 41% e 42%. 

Na prática, isso não configura uma virada consolidada. Ao contrário, mostra somente que disputa se acirrou e com o prefeito de Maceió em ascensão. Objetivamente, o que temos agora ao fim do ano pré-eleitoral é um empate e uma disputa aberta.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Todos estão corretos no imbróglio das emendas de bancada de Alagoas

Imagem gerada por IA

O noticiário político alagoano tem mostrado, nas últimas semanas, o imbróglio em torno das emendas de bancada para Alagoas para o Orçamento da União de 2026, que pode resultar na perde de R$ 415 milhões. Diante de um estado cuja maioria esmagadora dos municípios dependem de FPM e emendas para se sustentarem, a perda de recurso, ainda mais em ano eleitoral, é de tirar o sono.

O impasse opõe, basicamente, Renan Calheiros (MDB) a Arthur Lira (PP) – sempre eles. Renan se recusou a assinar a ata necessária para o envio das emendas, alegando que houve “individualização” das indicações, o que é proibido pela Lei Complementar 210/2024. Deputados e senadores do MDB também não assinaram, impedindo que a bancada atingisse o mínimo exigido.

Sete dos nove deputados federais alagoanos assinaram a ata, mas nenhum dos dois senadores do estado o fez, inviabilizando o envio das emendas. O coordenador da bancada, Paulão (PT), rebate Renan, dizendo que tudo foi definido de forma colegiada e a destinação das emendas se deu como sempre ocorreu, mas que o senador emedebista mudou de posição sem apresentar alternativa.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

A natureza do escorpião militar brasileiro e o ataque a profissionais da imprensa alagoana

Tal qual 1964 (Imagem gerada por IA)

O coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker foi convidado pela Polícia Militar de Alagoas para palestrar no Curso Básico de Operações Psicológicas, realizado na sexta-feira (14). Até aí, tudo bem, militar usando militar como referência é quase como afirmar que a água é molhada. Mas o coronel do Exército explicitou a natureza do escorpião dos militares brasileiros: a aversão à contestação e a profissionais de imprensa.

Evidente que não são todos os militares, mas essa lógica do inimigo interno é algo da natureza das organizações militares no Brasil, praticamente, desde sempre.

Walker afirmou que profissionais de imprensa trabalham para o narcotráfico e que os militares/forças de segurança deveriam inquirir jornalistas e até mapear a vida privada destes profissionais.

Esse posicionamento só poderia ser mais 1964 se ele, coronel do Exército brasileiro, tivesse defendido sequestros e tortura. Será que no intervalo do cafezinho?…

domingo, 2 de novembro de 2025

Amizade, religião, política e a relação entre JHC e Lira estremecida “graças a Deus”

Imagem gerada por IA

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), ainda no PL, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) estavam distanciados, sem aparições públicas juntos por descumprimento de acordo entre eles em relação aos espaços na prefeitura de Maceió. Nem Lira entregou o que prometera, nem JHC deu musculatura combinada. O distanciamento entre eles ficou mais evidente quando iniciou o beija-mão para Marluce Caldas ser indicada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lira, segundo o noticiário, não endossava a indicação. Mas em 8 de outubro, no palco das redes sociais, JHC e Lira trocaram elogios e um caloroso abraço. Pronto, estava selada a (re) união.

Contudo, bastou a filiação de Gunnar Nunes, ligado à Assembleia de Deus, ao PP, saído do PL, ainda comandando por JHC, para a relação entre o prefeito de Maceió e o líder do centrão em Brasília estremecer novamente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Mais um calo que dói em JHC: O Iprev

Imagem gerada por IA

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC) – ainda no PL – sempre demonstrou muita segurança em público, especialmente ao lidar com a mídia. A exceção foi o período que o acordo que fez com a Braskem ganhou o noticiário nacional devido à iminência de colapso da mina 18. Naqueles dias, as entrevistas eram concedidas de cara amarrada e com certa gagueira ao responder perguntas indigestas. Tivemos exposto ali um calo do prefeito da capital alagoana.

Algum tempo depois, veio o questionamento sobre os R$ 8 milhões pagos à escola de samba Beija-Flor no Rio de Janeiro. Tivemos aí outro calo em JHC com o qual ele não soube lidar, ao ponto de até processar jornalistas que comentaram e questionaram o uso desse recurso. Inclusive, este escriba.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Última pesquisa ao Senado em Alagoas esqueceu de um "detalhe": o segundo voto

Imagem gerada por IA

Causando euforia em alguns, frustração em outros, a última pesquisa para o Senado em Alagoas, realizada pelo instituto Real Time Big Data, aponta, na maioria dos cenários, liderança de Renan Calheiros (MDB) para a disputa e coloca Arthur Lira (PP) em terceiro e/ou quatro lugar. Mas a pesquisa dá soma 100%, quando deveria dar 200% porque, em 2026, votaremos em dois nomes ao Senado. E é no segundo voto que mora a derrapada de leitura sobre essa disputa.

Vamos desconsiderar as questões partidárias e entender que todos os nomes postos na pesquisa serão candidatos ao Senado – ou possuem grandes chances de sê-los.

No cenário com Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho, o mais compartilhado nas redes sociais, ao menos no X, especialmente por pessoas que não são de Alagoas, traz Arthur Lira em quarto lugar, tendo Renan Calheiros em primeiro.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Renan driblou Lira, que corre atrás para não perder pauta do Imposto de Renda

Renan deu um drible em Arthur Lira (Imagem de IA)

Em 19 de setembro, o senador Renan Calheiros (MDB) deu um drible no deputado federal Artur Lira (PP), todo-poderoso líder do centrão em Brasília, ao pautar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um projeto de 2019 que trata de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Ao anunciar que daria celeridade ao projeto, Renan Calheiros impôs pressão em Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, por não pautar a proposta do governo Lula (PT), dando lugar a agendas de interesse corporativo, seja do centrão, seja da extrema-direita.

Se referindo a uma pesquisa do instituto Quaest divulgada recentemente, o senador emedebista praticamente desenhou a postura – nada republicana, digamos assim – de Hugo Motta e, também, de Arthur Lira, relator do projeto na Câmara dos Deputados e que tem enorme gerência política entre seus pares.

domingo, 24 de agosto de 2025

"Tia Marluce" no STJ: JHC cumprirá acordo que o deixa de fora das eleições em 2026?


Marluce Caldas finalmente foi nomeada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 21 de agosto, e isso era determinante para que o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, JHC, e presidente do PL em Alagoas fizesse movimentações políticas para redesenhar o cenário eleitoral alagoano para 2026. Segundo revelado por Ricardo Mota, em seu blogue no portal Cada Minuto, o acordo prevê troca de partido, apoio para o Senado e Governo do Estado. Ou seja, JHC fica fora das urnas daqui a dois anos.

Conforme o relatado, o trato é que com a ida de Marluce Caldas ao STJ, JHC troca de partido, saindo do PL e migrando para uma legenda da base de apoio a Lula (PT); apoia Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado; e Renan Filho (MDB) para governo, restando ao chefe do Executivo maceioense concluir seu mandato, ficando dois anos – entre 2028 e 2030 – sem cargo eletivo.

O acordo parece ruim sob a ótica do prefeito. E é!

domingo, 3 de agosto de 2025

Sobre a relação PT/MDB em Alagoas


Não é de hoje que a relação política entre o PT e o MDB em Alagoas gera controvérsias, dentro e fora do Partido dos Trabalhadores. A partir de fora, naturalizou-se a máxima de que o PT alagoano é um “puxadinho” do MDB local, comandando pelo senador Renan Calheiros, o que acabou contaminando também a percepção interna entre parcela de filiados ao PT, à qual defende rompimento total com os emedebistas. Mas nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Evidente que há muito tempo o PT tem, em meu ponto de vista, errado nessa relação. Não por estar majoritariamente coligado ao MDB nas disputas eleitorais locais, mas por não ter usado esse tempo – ao menos desde 2003, quando aderiu à base de Lula em seu primeiro governo, após ter votado em José Serra no pleito de 2002 – para crescer politicamente em Alagoas, não somente em espaços institucionais, mas também em influência política junto aos alagoanos.

O PT – assim como toda a esquerda alagoana – tem pecado no trabalho de formação, consolidação e fortalecimento de lideranças. Por isso, os quadros são sempre os mesmos e nos mesmos tamanhos de sempre, relegando à militância somente o papel de claque em manifestações de rua e plenárias partidárias.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Acordo Calheiros, Lira e JHC para 2026 tem tudo para não ver a luz do dia

JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros (Imagem gerada por IA)


Foi revelado pelo jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto, que foi firmado um acordo para as eleições de 2026 em Alagoas no qual, aparentemente, contempla os principais atores/campos políticos do estado. De fato, à primeira vista, todos saíram com algo na mão, mas o pacto não tão bom assim para todos ou não o suficiente.

Ficou acordado que Marluce Caldas, procuradora de Justiça do Ministério Público de Alagoas e tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), seria a indicada pelo presidente Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso foi feito e agora resta a sabatina no Senado. Em contrapartida, JHC deixaria o PL – partido que comanda em Alagoas – e migraria para uma legenda da base de Lula, sendo o mais falado o PSB, e não seria candidato a nada em 2026, apoiando Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado, e Renan Filho (MDB) para governador.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Quem vale mais: JHC ou a dupla Marcelo Victor/Paulo Dantas?

Paulo Dantas, Marcelo Victor, Renan Calheiros e JHC (Fotos: Reprodução)

Na política de Alagoas, tem uma pergunta que começa a martelar e que não é nada fácil de responder. Quem tem mais peso hoje? Quem senta na mesa com mais ficha de aposta? João Henrique Caldas, o JHC, prefeito de Maceió e dono de uma votação acachapante na capital? Ou a dupla Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa, e Paulo Dantas, governador de Alagoas?

A resposta não é simples e a política, a depender do dia, do vento e da maré política, muda de direção.