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segunda-feira, 20 de abril de 2026

Sobre o possível vai e vem de Ronaldo Lessa


Neste domingo, 19 de abril, saiu a informação de que Ronaldo Lessa (PDT) estaria para deixar a aliança com o MDB e voltar a compor com JHC, agora no PSDB, para as eleições deste ano ou como candidato a vice-governador ou como candidato ao Senado.

Se isso, de fato, ocorrer, mexe com o tabuleiro eleitoral, deixando algumas perguntas a serem respondidas. Para mim, as mais importante são:

segunda-feira, 23 de março de 2026

JHC fez joguinhos com gente maior que ele e viu que nunca foi tão grande assim

Imagem gerada por IA


João Henrique Caldas, prefeito de Maceió e conhecido como JHC, tem voto, mas não tem partido, um grupo consolidado em torno de si. O que ele chama de grupo não é dele, é da caneta que possui, que é a da prefeitura de Maceió. O mais próximo a grupo que JHC é seu vice, Rodrigo Cunha, mas esse não tem voto. Ao menos, não com dimensão suficiente para jogar peso numa eleição.

JHC sempre se vendeu como uma cara que não participar de grupos, que não faz acordo e que “tem o povo”. Mas agora, está aprendendo que partido é um ativo político e eleitoral, que ter grupo, de fato, garante perenidade política para períodos de turbulência.

JHC foi reeleito prefeito de Maceió com mais de 80% dos votos válidos e achou que isso bastava para ele ditar os rumos – ou, pelo menos, sentar na mesa da política com voz de comando –, mas Arthur Lira mostrou a ele que a vida não é um arco-íris.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Duas caras de JHC para não ficar preso a ninguém



O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), presidente estadual do PL, segue fazendo o jogo de duas caras. Aperta a mão para um lado e depois a do outro para dizer que o gesto anterior não foi bem assim.

Trata-se de medição constante de temperatura para medir até onde dá para ir no cumprimento do tal “Acordo de Brasília”, que desmontaria a arrumação preestabelecida do tabuleiro político alagoano. O resumo do acordo é: JHC não seria candidato a nada, trocaria o PL por um partido da base de Lula, apoiaria Renan Filho ao Governo do Estado, Renan Calheiros e Arthur Lira ao Senado. Em troca, sua tia, Marluce Caldas iria para o STJ.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Renan Filho x JHC, de franco favoritismo à disputa cabeça a cabeça

Imagem gerada por IA

Entre o final de 2024 e o final de 2025, o quadro eleitoral para o Governo de Alagoas passou por uma mudança interessante. No fim do ano passado, todas as pesquisas de intenção de voto para governador mostravam Renan Filho (MDB) – ex-governador, senador eleito e ministro dos Transportes – em posição muito confortável, liderando com margem razoável sobre o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, ainda no PL e conhecido como JHC. Um ano depois, o cenário se estreitou drasticamente e, em boa parte das pesquisas, o prefeito de Maceió ultrapassou numericamente o emedebista.

Tomando apenas pesquisas realizadas em todo o estado, entre o final de novembro de o mês de dezembro, o dado é objetivo. No final de 2024, Renan Filho aparecia entre 46% a 48% das intenções de voto, enquanto JHC orbitava entre 36% e 38%. Já no final de 2025, os números, na média, apontam JHC na casa dos 43% e 44% e Renan Filho entre 41% e 42%. 

Na prática, isso não configura uma virada consolidada. Ao contrário, mostra somente que disputa se acirrou e com o prefeito de Maceió em ascensão. Objetivamente, o que temos agora ao fim do ano pré-eleitoral é um empate e uma disputa aberta.

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Todos estão corretos no imbróglio das emendas de bancada de Alagoas

Imagem gerada por IA

O noticiário político alagoano tem mostrado, nas últimas semanas, o imbróglio em torno das emendas de bancada para Alagoas para o Orçamento da União de 2026, que pode resultar na perde de R$ 415 milhões. Diante de um estado cuja maioria esmagadora dos municípios dependem de FPM e emendas para se sustentarem, a perda de recurso, ainda mais em ano eleitoral, é de tirar o sono.

O impasse opõe, basicamente, Renan Calheiros (MDB) a Arthur Lira (PP) – sempre eles. Renan se recusou a assinar a ata necessária para o envio das emendas, alegando que houve “individualização” das indicações, o que é proibido pela Lei Complementar 210/2024. Deputados e senadores do MDB também não assinaram, impedindo que a bancada atingisse o mínimo exigido.

Sete dos nove deputados federais alagoanos assinaram a ata, mas nenhum dos dois senadores do estado o fez, inviabilizando o envio das emendas. O coordenador da bancada, Paulão (PT), rebate Renan, dizendo que tudo foi definido de forma colegiada e a destinação das emendas se deu como sempre ocorreu, mas que o senador emedebista mudou de posição sem apresentar alternativa.

terça-feira, 18 de novembro de 2025

A natureza do escorpião militar brasileiro e o ataque a profissionais da imprensa alagoana

Tal qual 1964 (Imagem gerada por IA)

O coronel da reserva do Exército Márcio Saldanha Walker foi convidado pela Polícia Militar de Alagoas para palestrar no Curso Básico de Operações Psicológicas, realizado na sexta-feira (14). Até aí, tudo bem, militar usando militar como referência é quase como afirmar que a água é molhada. Mas o coronel do Exército explicitou a natureza do escorpião dos militares brasileiros: a aversão à contestação e a profissionais de imprensa.

Evidente que não são todos os militares, mas essa lógica do inimigo interno é algo da natureza das organizações militares no Brasil, praticamente, desde sempre.

Walker afirmou que profissionais de imprensa trabalham para o narcotráfico e que os militares/forças de segurança deveriam inquirir jornalistas e até mapear a vida privada destes profissionais.

Esse posicionamento só poderia ser mais 1964 se ele, coronel do Exército brasileiro, tivesse defendido sequestros e tortura. Será que no intervalo do cafezinho?…

domingo, 2 de novembro de 2025

Amizade, religião, política e a relação entre JHC e Lira estremecida “graças a Deus”

Imagem gerada por IA

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), ainda no PL, e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) estavam distanciados, sem aparições públicas juntos por descumprimento de acordo entre eles em relação aos espaços na prefeitura de Maceió. Nem Lira entregou o que prometera, nem JHC deu musculatura combinada. O distanciamento entre eles ficou mais evidente quando iniciou o beija-mão para Marluce Caldas ser indicada ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Lira, segundo o noticiário, não endossava a indicação. Mas em 8 de outubro, no palco das redes sociais, JHC e Lira trocaram elogios e um caloroso abraço. Pronto, estava selada a (re) união.

Contudo, bastou a filiação de Gunnar Nunes, ligado à Assembleia de Deus, ao PP, saído do PL, ainda comandando por JHC, para a relação entre o prefeito de Maceió e o líder do centrão em Brasília estremecer novamente.

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Mais um calo que dói em JHC: O Iprev

Imagem gerada por IA

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC) – ainda no PL – sempre demonstrou muita segurança em público, especialmente ao lidar com a mídia. A exceção foi o período que o acordo que fez com a Braskem ganhou o noticiário nacional devido à iminência de colapso da mina 18. Naqueles dias, as entrevistas eram concedidas de cara amarrada e com certa gagueira ao responder perguntas indigestas. Tivemos exposto ali um calo do prefeito da capital alagoana.

Algum tempo depois, veio o questionamento sobre os R$ 8 milhões pagos à escola de samba Beija-Flor no Rio de Janeiro. Tivemos aí outro calo em JHC com o qual ele não soube lidar, ao ponto de até processar jornalistas que comentaram e questionaram o uso desse recurso. Inclusive, este escriba.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Última pesquisa ao Senado em Alagoas esqueceu de um "detalhe": o segundo voto

Imagem gerada por IA

Causando euforia em alguns, frustração em outros, a última pesquisa para o Senado em Alagoas, realizada pelo instituto Real Time Big Data, aponta, na maioria dos cenários, liderança de Renan Calheiros (MDB) para a disputa e coloca Arthur Lira (PP) em terceiro e/ou quatro lugar. Mas a pesquisa dá soma 100%, quando deveria dar 200% porque, em 2026, votaremos em dois nomes ao Senado. E é no segundo voto que mora a derrapada de leitura sobre essa disputa.

Vamos desconsiderar as questões partidárias e entender que todos os nomes postos na pesquisa serão candidatos ao Senado – ou possuem grandes chances de sê-los.

No cenário com Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho, o mais compartilhado nas redes sociais, ao menos no X, especialmente por pessoas que não são de Alagoas, traz Arthur Lira em quarto lugar, tendo Renan Calheiros em primeiro.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Renan driblou Lira, que corre atrás para não perder pauta do Imposto de Renda

Renan deu um drible em Arthur Lira (Imagem de IA)

Em 19 de setembro, o senador Renan Calheiros (MDB) deu um drible no deputado federal Artur Lira (PP), todo-poderoso líder do centrão em Brasília, ao pautar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um projeto de 2019 que trata de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Ao anunciar que daria celeridade ao projeto, Renan Calheiros impôs pressão em Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, por não pautar a proposta do governo Lula (PT), dando lugar a agendas de interesse corporativo, seja do centrão, seja da extrema-direita.

Se referindo a uma pesquisa do instituto Quaest divulgada recentemente, o senador emedebista praticamente desenhou a postura – nada republicana, digamos assim – de Hugo Motta e, também, de Arthur Lira, relator do projeto na Câmara dos Deputados e que tem enorme gerência política entre seus pares.

domingo, 24 de agosto de 2025

"Tia Marluce" no STJ: JHC cumprirá acordo que o deixa de fora das eleições em 2026?


Marluce Caldas finalmente foi nomeada para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), em 21 de agosto, e isso era determinante para que o prefeito de Maceió João Henrique Caldas, JHC, e presidente do PL em Alagoas fizesse movimentações políticas para redesenhar o cenário eleitoral alagoano para 2026. Segundo revelado por Ricardo Mota, em seu blogue no portal Cada Minuto, o acordo prevê troca de partido, apoio para o Senado e Governo do Estado. Ou seja, JHC fica fora das urnas daqui a dois anos.

Conforme o relatado, o trato é que com a ida de Marluce Caldas ao STJ, JHC troca de partido, saindo do PL e migrando para uma legenda da base de apoio a Lula (PT); apoia Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado; e Renan Filho (MDB) para governo, restando ao chefe do Executivo maceioense concluir seu mandato, ficando dois anos – entre 2028 e 2030 – sem cargo eletivo.

O acordo parece ruim sob a ótica do prefeito. E é!

domingo, 3 de agosto de 2025

Sobre a relação PT/MDB em Alagoas


Não é de hoje que a relação política entre o PT e o MDB em Alagoas gera controvérsias, dentro e fora do Partido dos Trabalhadores. A partir de fora, naturalizou-se a máxima de que o PT alagoano é um “puxadinho” do MDB local, comandando pelo senador Renan Calheiros, o que acabou contaminando também a percepção interna entre parcela de filiados ao PT, à qual defende rompimento total com os emedebistas. Mas nem tanto ao céu, nem tanto à terra.

Evidente que há muito tempo o PT tem, em meu ponto de vista, errado nessa relação. Não por estar majoritariamente coligado ao MDB nas disputas eleitorais locais, mas por não ter usado esse tempo – ao menos desde 2003, quando aderiu à base de Lula em seu primeiro governo, após ter votado em José Serra no pleito de 2002 – para crescer politicamente em Alagoas, não somente em espaços institucionais, mas também em influência política junto aos alagoanos.

O PT – assim como toda a esquerda alagoana – tem pecado no trabalho de formação, consolidação e fortalecimento de lideranças. Por isso, os quadros são sempre os mesmos e nos mesmos tamanhos de sempre, relegando à militância somente o papel de claque em manifestações de rua e plenárias partidárias.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Acordo Calheiros, Lira e JHC para 2026 tem tudo para não ver a luz do dia

JHC, Arthur Lira e Renan Calheiros (Imagem gerada por IA)


Foi revelado pelo jornalista Ricardo Mota, do portal Cada Minuto, que foi firmado um acordo para as eleições de 2026 em Alagoas no qual, aparentemente, contempla os principais atores/campos políticos do estado. De fato, à primeira vista, todos saíram com algo na mão, mas o pacto não tão bom assim para todos ou não o suficiente.

Ficou acordado que Marluce Caldas, procuradora de Justiça do Ministério Público de Alagoas e tia do prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (JHC), seria a indicada pelo presidente Lula para o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Isso foi feito e agora resta a sabatina no Senado. Em contrapartida, JHC deixaria o PL – partido que comanda em Alagoas – e migraria para uma legenda da base de Lula, sendo o mais falado o PSB, e não seria candidato a nada em 2026, apoiando Renan Calheiros (MDB) e Arthur Lira (PP) para o Senado, e Renan Filho (MDB) para governador.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Quem vale mais: JHC ou a dupla Marcelo Victor/Paulo Dantas?

Paulo Dantas, Marcelo Victor, Renan Calheiros e JHC (Fotos: Reprodução)

Na política de Alagoas, tem uma pergunta que começa a martelar e que não é nada fácil de responder. Quem tem mais peso hoje? Quem senta na mesa com mais ficha de aposta? João Henrique Caldas, o JHC, prefeito de Maceió e dono de uma votação acachapante na capital? Ou a dupla Marcelo Victor, presidente da Assembleia Legislativa, e Paulo Dantas, governador de Alagoas?

A resposta não é simples e a política, a depender do dia, do vento e da maré política, muda de direção.

sexta-feira, 30 de maio de 2025

O vai e vem entre JHC, Lira e Renan

JHC, Arthur Lira, Renan Filho e Renan Calheiros (Fotos: Reprodução) 


A disputa política em Alagoas já vem há muito tempo sendo capitaneada por dois flancos, um liderado pelos Calheiros, o outro por Arthur Lira. Mas recentes acontecimentos podem fazer surgir um terceiro campo eleitoral.

O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido por JHC – ainda no PL, mas podendo retornar ao PSB a qualquer momento –, chega ao final de maio rompido com Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados e ainda uma das figuras mais fortes em Brasília. Contudo, os sinais de que o prefeito da capital alagoana de aproximação com os Calheiros, ao que consta, teve a fiação cortada.

JHC e Arthur Lira se aproximaram em virtude das eleições de 2022, quando se aliaram para enfrentar o campo que os Calheiros como centro de gravidade. Lira precisava de um nome para disputar o Governo do Estado, após o acordo em torno no nome para a sucessão indireta de Renan Filho – que renunciou para concorrer ao Senado naquele – foi para o brejo.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

JHC: o último PIX da Braskem e a busca por uma nova botija

JHC e Lula durante festa do grupo Prerrogativas (Foto: Reprodução)

Em dezembro deste ano de 2024 cai na conta da Prefeitura de Maceió a última parcela de R$ 250 milhões da Braskem em virtude do acordo de indenização feito entre a mineradora e o Executivo Municipal da capital alagoana. No total, Maceió recebeu R$ 1,7 bilhão, que foram gastos de forma pouco publicizada. E aqui não me refiro aos limites legais, mas ao fato de que pouquíssima gente de Maceió sabe como esse montante foi usado.

Sabe-se da compra do Hospital do Coração, transformado em Hospital da Cidade, cujo negócio é questionado desde o início sob suspeita de superfaturamento. Além de boa parte dos serviços não funcionarem como anunciado.

Mas a grande questão que envolve o último PIX da Braskem é seu desdobramento político. O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas (PL), conhecido como JHC, durante seu primeiro mandato apostou em grandes festas, caras para chuchu, em objetos “instagramáveis”, e em reformas de praças, tendo algumas delas “luxos” para hipnotizar a população, como uma pista de gelo na Praça Centenário, no bairro do Farol. 

terça-feira, 22 de outubro de 2024

PT em Alagoas pode ser grande, mas está destinado a correr atrás do próprio rabo


Passadas as eleições municipais, o PT começa a se preparar para seu processo de eleição interna. O PED – Processo de Eleição Direta – será realizado em 2025, após prolongamento de cerca de um ano das atuais direções.

Em Alagoas, o cenário é, para mim, como militante e ex-dirigente partidário, desolador. E não me refiro ao resultado eleitoral de 2024, uma vez que o PT nunca foi realmente bem em eleições municipais, como já comentei no Youtube (ABAIXO). Me refiro ao futuro de um partido, o principal da esquerda brasileira, que não possui um projeto político. O PT em Alagoas está sem visão estratégica, consequentemente, titubeia na tática, se é que tem alguma, ao menos coletiva. 

Nenhuma das principais lideranças partidárias em Alagoas têm uma proposta, uma ideia, de projeto coletivo de partido, apenas a de serem a principal figura local do PT e de construir seu projeto pessoal.

quinta-feira, 10 de outubro de 2024

Não há espaço para discurso ideológico nas campanhas eleitorais?



Já há muito tempo que ditos especialistas em campanhas eleitorais afirmam não haver mais espaço para ideologia nestas disputas, em parte por causa da falsa premissa do fim das ideologias – como se isso fosse possível –, em parte por conta do alto uso de poder econômico nas campanhas eleitorais. O segundo argumento, em meu ver, tem mais pé na realidade, apesar de não se aplicar ao todo e Maceió é um bom exemplo disso.

Em relação ao primeiro argumento, toda produção humana é dotada de ideologia, sendo impossível fazer o que quer que seja sem ela. Agora, numa campanha eleitoral, cabe a forma de expressá-la. Aliás, no dia a dia da política e da vida cotidiana é preciso pensar na forma de se expressar ideologicamente.

Mas voltando ao resultado eleitoral, tanto à esquerda quanto à direita, quem apostou em campanha ideologizada e conseguiu – ou já possuía – razoável visibilidade foi bem votado.

domingo, 22 de setembro de 2024

Quaest muda perguntas sobre perfil ideológico, mas respostas não mudam incapacidade da esquerda maceioense


A Quaest divulgou sua segunda pesquisa de intenção de votos em Maceió no último dia 20 de setembro. Em termos de intenção de voto, pouca mudança. Mas em relação ao perfil ideológico do eleitorado maceioense, o instituto mudou as perguntas e trouxe, evidentemente, respostas diferentes. Mas, em meu ver, não tanto quanto parece e reafirmando o desperdício de potencial eleitoral praticado pela esquerda maceioense, como afirmei no artigo anterior.

terça-feira, 10 de setembro de 2024

O potencial político/eleitoral desperdiçado pela esquerda em Maceió

Ato contra a Braskem, em dezembro de 2023 (Foto: Inês Campelo/MZ Conteúdo)

Já está virando lugar comum repetir – o que mim para não passa de lorota – que Maceió é uma cidade conservadora, reacionária e bolsonarista. Esse tipo de afirmação é fruto da incapacidade de enxergar o mundo ao redor e completo desconhecimento de dados sobre o perfil político dos maceioneses.

Evidente que conforme a conjuntura política muda, o perfil político das localidades também sofre alterações. Mas, via de regra, temos no Brasil percentuais bem consolidados de como o eleitorado enxerga a si mesmo. Em linhas gerais, temos entre 25% e 30% de eleitores mais à esquerda e o mesmo tanto mais à direita. Portanto, é o meio que define eleições majoritárias.