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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Folha de S.Paulo e a desonestidade intelectual a serviço da escravização moderna

Imagem de IA

Às vésperas do início do debate sobre o fim da escala 6x1 no Congresso, a Folha de S.Paulo, neste domingo (22), publica reportagem obtusa, enviesada e repleta de buracos factuais para atacar a redução da jornada de trabalho.

Ao destacar que “brasileiros trabalham menos que a média mundial” em sua manchete, a Folha, através do economista Daniel Duque, da FGV Ibre, constroem uma narrativa de que os brasileiros trabalham pouco e que se produz pouco no Brasil. Repetindo sempre a mesma ladainha quando se discute alguma medida pró-trabalhadores.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

E o escárnio de 9 de dezembro na Câmara foi por dinheiro

Imagem gerada por IA

O jornal O Globo flagrou, nos fundos do plenário da Câmara dos Deputados, parlamentares do PDT da Bahia conversando sobre as causas das cenas do escárnio capitaneado por Hugo Motta (Republicanos-PB) nesta terça-feira 9 de dezembro, quando viu censura à imprensa e agressões da Polícia Legislativa a parlamentares.

O relato é o puro suco do que se tornou o parlamento brasileiro desde o processo que culminou no golpe contra Dilma Rousseff (PT) em 2016.

quarta-feira, 24 de setembro de 2025

Renan driblou Lira, que corre atrás para não perder pauta do Imposto de Renda

Renan deu um drible em Arthur Lira (Imagem de IA)

Em 19 de setembro, o senador Renan Calheiros (MDB) deu um drible no deputado federal Artur Lira (PP), todo-poderoso líder do centrão em Brasília, ao pautar na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado um projeto de 2019 que trata de isenção de Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais.

Ao anunciar que daria celeridade ao projeto, Renan Calheiros impôs pressão em Hugo Motta (Republicanos), presidente da Câmara dos Deputados, por não pautar a proposta do governo Lula (PT), dando lugar a agendas de interesse corporativo, seja do centrão, seja da extrema-direita.

Se referindo a uma pesquisa do instituto Quaest divulgada recentemente, o senador emedebista praticamente desenhou a postura – nada republicana, digamos assim – de Hugo Motta e, também, de Arthur Lira, relator do projeto na Câmara dos Deputados e que tem enorme gerência política entre seus pares.

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Luiz Fux precisa escolher melhor seus amigos

Imagem de IA

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, precisa escolher melhor que ele tem como amigos, já que parte dos atuais aparentam ter a mania de falar mais do que a quantidade de orifícios da cabeça.

Após suas 13 horas de contorcionismo jurídico e político para absolver Jair Bolsonaro e outros cinco réus do núcleo 1 da trama golpista, nesta quarta-feira, 10 de setembro, amigos do ministro “neogarantista” tiveram suas falas divulgadas que põem em xeque o longo voto que ele deu.

domingo, 27 de julho de 2025

Caiado, Ratinho, Tarcísio e a eterna submissão da elite à potência estrangeira

Ratinho Jr., Ronaldo Caiado e Tarcísio defendem submissão aos EUA (Imagem de IA)

Em evento recente, governadores da direita – quer dizer, da extrema-direita envergonhada –, criticaram a postura do presidente Lula diante do ataque de Donald Trump à soberania brasileira. Ronaldo Caiado, Ratinho Jr. e Tarcísio de Freitas defenderam que o chefe de Estado e chefe de governo do Brasil se curve à chantagem do laranjão do norte.

A defesa à submissão, travestida de “ações efetivas para resolver o problema”, ocorreu em 26 de julho, durante a Expert XP, um tipo de rentista fest, onde as figuras que lucraram com a miséria do povo – através da desindustrialização e de juros abusivos – se encontram para se vangloriar de sua riqueza e expertise em acumular dinheiro sem produzir um botão sequer.

Nos títulos dos veículos da mídia hegemônica, a ênfase de que os três fascistoides envergonhados foram aplaudidos após a ode ao viralatismo brasileiro. Nada mais natural, já que a classe dominante brasileira é antinacional e, portanto, seus vassalos também o são.

sábado, 7 de junho de 2025

A importância do Plebiscito Popular pelo fim da escala 6x1, isenção do IR e taxação dos super-ricos


Dois dois principais temas para a classe trabalhadora neste momento são a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1; e a garantia da isenção do imposto de renda para quem recebe até 5 mil reais mensais e a taxação dos super-ricos. Não é à toa que as centrais sindicais, juntas aos movimentos Povo sem Medo e Frente Brasil Popular, lançaram um plebiscito nacional para dialogar, convencer e mobilizar pessoas de todo o país acerca dessas pautas.

À primeira vista pode parecer algo que não precisa de muita força para ganhar as pessoas. Afinal, quem seria contra reduzir o tempo de trabalho, aumentando seu tempo livre para ficar com a família, para o lazer, estudo ou o que quer que seja? Ou quem seria contra isentar trabalhadores que recebem até 5 mil reais por mês de salário e cobrar os super-ricos, que somados são 141 mil pessoas entre mais de 200 milhões de brasileiros?

Se as coisas fossem tão simples assim, não haveria miséria, fome e exploração; não haveria tanta desvalorização profissional em uma série de categorias; não teríamos tão pouca representação, de fato, popular em parlamentos ou outros espaços institucionais; teríamos um mundo sem grandes conflitos, sem ameaças bélicas, sem genocídio. Poderíamos até ter um mundo socialista, por que não?

quarta-feira, 21 de maio de 2025

Apesar de tudo, sob Lula, a economia brasileira insiste em crescer

Ilustração gerada por IA

O Brasil, definitivamente, não é para amadores. Isso vale para a política, a vida cotidiana em sociedade e para a economia, que parece ter a natureza da água – parafraseando Bruce Lee –, na qual se adapta a qualquer circunstância para seguir seu fluxo: crescer.

Não que eu seja adepto da lógica de que economias deve atuar na base do crescimento infinito. Isso para mim é tão errante, diante dos limites das fontes de riqueza disponíveis, mas é algo que atende ao paradigma do capitalismo: gerar riqueza de forma constante para garantir mais acúmulo de capital (para alguns, evidentemente).

No Brasil, a classe dominante opera num híbrido entre capitalismo e escravagismo, num modelo de sociedade que na vida material segue as bases do capitalismo, mas culturalmente, segue escravagista, gerando ainda mais acúmulo de riquezas por meia dúzia de pessoas.

sábado, 17 de maio de 2025

“Privatiza que melhora”: Distribuidora privatizada da Petrobras lesa brasileiros

Imagem ilustrativa feita por IA


Desde o primeiro mês do governo Lula 3, o preço do óleo diesel vendido pela Petrobras às distribuidores caiu 34,9% – isso representa R$ 1,22 por litro, ou R$ 1,75, se levada em conta correção inflacionária –, mas a queda no valor do combustível que chegou aos brasileiros foi cerca de 11 vezes menor.

Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é índice oficial de inflação apurado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre de janeiro de 2023 a abril de 2025, a redução a que os brasileiros tiveram acesso foi de 3,18%. 

Em entrevista à Míriam Leitão, do jornal O Globo, Magda Chambriard, presidente da Petrobras, queixou-se sobre o fato de as distribuidoras não repassarem a redução dos combustíveis aos consumidores. “Quando o preço rebaixado pela Petrobras não chega ao consumidor final, isso nos incomoda. Nos incomoda principalmente quando um distribuidor que tem o nosso logo, por exemplo, não repassa o preço. Na verdade, todas incomodam”. 

segunda-feira, 12 de maio de 2025

Centro de Estudos Barão de Itararé alerta para golpe contra Comitê Gestor da Internet



A governança da internet no Brasil está em risco. O Projeto de Lei nº 4.557/2024, de autoria do deputado Silas Câmara (Republicanos) transferir o controle do Comitê Gestor da Internet (CGI) para a Anatel, extinguindo seu modelo multissetorial, que hoje inclui governo, setor privado, sociedade civil e academia. Essa mudança pode pôr fim à participação democrática na tomada de decisões, concentrando o poder em um órgão estatal e abrindo espaço para o domínio de interesses privados sobre a internet brasileira.

O alerta é do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé que, em nota ressalta que “a proposta consiste em alterar a estrutura de governança da Internet estabelecida há 30 anos no Brasil, minando, essencialmente, a representação da sociedade civil. Isso significa, na prática, um retrocesso de proporções catastróficas”, pontua. “O modelo de governança da Internet vigente no Brasil é produto de um profundo processo democrático de diálogo entre o governo e a sociedade, resultado de décadas de acúmulo internacional e profunda experiência da academia brasileira, somada ao setor produtivo que possibilitou a consolidação de uma estrutura multissetorial”, completa a nota do Barão de Itararé.

quarta-feira, 30 de abril de 2025

PSDB e o apogeu de uma morte anunciada

Charge gerada por IA


O PSDB anunciou nesta terça-feira (30) a fusão com o Podemos, marcando o apogeu de sua morte política, anunciada ainda em 2014, quando Aécio Neves, candidato do partido à Presidência da República naquele ano não aceitou a derrota para Dilma Rousseff (PT) naquela eleição.

O PSDB, que surge a partir de uma dissidência do então PMDB para ser um partido de quadros com viés social-democrata, inclusive colocando em seu nome essa corrente de pensamento político, aos poucos foi indo para a direita ao ponto de se tornar o porta-voz do neoliberalismo no Brasil.

Mas as derrotas eleitorais para o PT a partir de 2002 fizeram o PSDB adotar subterfúgios da extinta UDN – União Democrática Nacional –, partido de direita que teve como principal instrumento de ação política o denuncismo e o falso moralismo para combater opositores de caráter nacionalista e progressista.

segunda-feira, 7 de abril de 2025

A agonizante morte política de Bolsonaro, o descartável

Jair Bolsonaro grita como um porco antes do abate (Imagens: Reprodução)


Em mais uma tentativa em vão de se livrar da cadeia, Jair Bolsonaro convocou ato na avenida paulista para este domingo, 6 de abril. A manifestação na cidade de São Paulo ocorreu três semanas depois de um ato em Copacabana, no Rio de Janeiro. Ambas manifestações tiveram como mote a baboseira de anistia aos golpistas de 8 de janeiro. Ambas as manifestações foram uma fracasso em mobilização. Ambas as manifestações contaram com figuras da política que não dão a mínima nem para Bolsonaro nem para os golpistas. Eles estavam ali somente para tentar se vincular ao eleitorado mais conservador, em especial, ao mais fanatizado.

O que o Brasil está vendo é o desespero de quem foi usado e está sendo descartado como um chiclete mastigado. Ou como a gente diz aqui em Alagoas, um rolete chupado.

quarta-feira, 19 de março de 2025

Sem luta, Congresso livra mais ricos de pagarem imposto

Lula entrega ao Congresso Nacional proposta de isenção do Imposto de Renda (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A proposta de isenção do Imposto de Renda, apresentada pelo presidente Lula nesta terça-feira (18), tem potencial para ser a grande marca do governo Lula 3, seja pela justiça tributária que promove, seja pelo alto nível de aceitação entre a população brasileira.

Segundo a proposta governamental, quem possui renda de até 5 mil reais mensais estará isento de pagar imposto de renda. Para compensar, uma que se trata de proposta neutra, onde não perda nem ganho na arrecadação, o governo Lula propõe cobrar imposto de quem tem renda acima de 600 mil reais por ano, ou 50 mil reais por mês, incluindo aí dividendos.

Parece, e é, uma proposta excelente, seja sob o aspecto social, seja sob o aspecto fiscal. Mas nem assim, avalio, sua aprovação terá vida fácil.

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

2025, o ano da unidade rentista para enfraquecer Lula

Mídia hegemônica e mercado financeiro atuarão para enfraquecer Lula em 2025


O ano de 2025 será central para a economia e a política brasileiras. A casa arrumada economicamente facilita a formação do tabuleiro para as eleições presidenciais de 2026, na qual Lula deverá concorrer à reeleição.

Ao fim do segundo ano do terceiro governo, Lula conseguiu dar muitos nós em pingos d’água. O terceiro governo do petista é bem diferente dos primeiros. Agora, além de ter um banco central jogando oficialmente contra, ele contou com um Congresso Nacional hipertrofiado de poder, mais fisiologista e mais faminto por recursos públicos.

Tal qual os dois primeiros mandatos, Lula tem de lidar com um mercado financeiro e uma mídia hegemônica antinacionais, até porque os donos da mídia enchem suas botijas no rentismo, restando aos veículos de comunicação somente o papel de caixa de ressonância das pseudoverdades do “deus mercado”.

quarta-feira, 1 de maio de 2024

Ao escriba da Folha: O Brasil não precisa de canalhismo, mesmo o pretenso moderado

Folha emprestava seus carro à ditadura de 1964 e teve um destruído pela resistência

Um colunista da Folha de S. Paulo, Joel Pinheiro da Fonseca, escreveu artigo – publicado em 29 de abril, afirmando ser necessário um “bolsonarismo moderado” no Brasil porque a direita democrática, segundo ele, levará anos para ser – ou voltar a ser – viável eleitoralmente no Brasil. Ele também faz a falsa equivalência entre petistas e bolsonaristas.

Tirando o fato de que a direita democrática está sem horizonte eleitoral viável, o escriba da Folha, formado pela USP em Filosofia, usa argumentos falsos para do início ao fim de seu texto. Tudo para tentar esconder aquilo que não pode ser escondido: seu antipetismo.

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Pesquisas sobre autodeclaração ideológica são só espumas

O que as pessoas entendem ser de direita ou de esquerda?


O IPEC divulgou pesquisa sobre autodeclaração ideológica e 11% disseram ser totalmente de esquerda; 24% totalmente de direita; e 20% de centro.

Quantas pessoas sabem ao certo o que defendem esses espectros políticos?

quarta-feira, 13 de março de 2024

Cem novos IF’s e a “anti reunização” de volta em setores da esquerda

Lula durante anúncio dos 100 nos IF's e durante anúncio do REUNI (Fotos: Reprodução)


O presidente Lula anunciou a construção de 100 novos institutos federais no país. Em Alagoas, serão mais três nas cidades de Mata Grande, no Sertão; Girau do Ponciano, no Agreste; e em Maceió, capital do estado e que conta com cerca de 1/3 da população alagoana, que passará a contar com quatro unidades. 

Mas o que deveria ser comemorado, por essa iniciativa amplia o acesso ao ensino de qualidade – e público! –, para alguns do campo da esquerda foi tratado com algo quase (ou não) ruim.

“Ah, mas isso sem aquilo não presta”; “ah, mas e aquilo outro lá?”; “ah, mas aquele outro ponto que não foi abordado?”. Todas as falsas ponderações feitas, apesar de valerem o debate, não eliminam a importância desse anúncio: 100 novos institutos federais de ensino em todo o Brasil.

Como isso pode ser ruim e não ser celebrado?

terça-feira, 5 de março de 2024

Avaliar cenário eleitoral pelo viés de confirmação leva à derrota (às vezes, acachapante)


Este ano de 2024 é marcado pelas eleições municipais. Mais de 5 mil cidades brasileiras elegerão seus prefeitos e vereadores, numa corrida que já começou. Ou melhor, nunca parou. Explico: ganho ou perda de força política e/ou eleitoral é fruto de processo cumulativo, influenciado pelas ações diretas dos atores políticos para tentar moldar a conjuntura em seu favor.

Mas o que temos visto por aí, especialmente nas disputas das grandes cidades, são análises pelo viés de confirmação e com base de que “o povo acolherá meu discurso, minha posição política, minhas bandeiras”. Doce ilusão dado aos montes para mobilizar incautos ou, pior, para se automobilizar.

Candidaturas vitoriosas – especialmente, as majoritárias – são aquelas que se encaixam na conjuntura no momento eleitoral, dando aos eleitores médios aquilo que eles desejam como governantes. No caso deste ano, prefeitos.

sábado, 20 de janeiro de 2024

Aldo Rebelo e a importância da autovigilância ideológica

Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo, e Aldo Rebelo (Foto: Prefeitura de São Paulo)


O ingresso de Aldo Rebelo (PDT) no secretariado de Ricardo Nunes (MDB) na cidade de São Paulo voltou a criar certo reboliço com a postura do outrora comunista, ex-ministro de Lula e Dilma Rousseff e ex-presidente da Câmara dos Deputados. Pelo histórico do alagoano de Viçosa, a cobrança de firmeza ideológica é grande, mas esse movimento à direita – bem à direita – de Aldo Rebelo não é novidade na política. Tampouco o inverso.

Outro alagoano ilustre da política nacional que vem movimento semelhante, mas no sentido oposto, foi Teotonio Vilela, o “Menestrel das Alagoas”. De apoiador do golpe de 1964, o também viçosense morreu na linha de frente contra a ditadura e chegou a defender “pegar em armas” pela América do Sul. Essa fala está registrada no documentário “O evangelho segundo Teotonio”. (ASSISTA ABAIXO)

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O que gera emprego é pujança econômica, o resto é lorota

Em 2014, Brasil chegou ao pleno emprego (Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília)


Todas as vezes que o debate sobre geração de empregos vem à tona no Brasil, o grande empresariado, com apoio da mídia hegemônica, impõe o discurso de que é preciso retirar direitos trabalhistas ou reduzir impostos. No caso mais recente, desonerar a folha de pagamentos.

Jogam sempre com a lorota de que isso os fará contratar mais pessoas, já que o Brasil “é muito ruim para quem é empresário”. Esse discurso rasteiro é de fácil assimilação pela média da população, mas não passa de uma grande invencionice.

O que faz aumentar a geração de empregos é pujança econômica, é a máxima do capitalismo, inclusive, de oferta e demanda. Quando mais demanda se tem por um produto ou serviço, mas oferta será necessária para atendê-la.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

Nem no grito: Arthur Lira quer impedir partidos pequenos de acionar STF

Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados (Foto: Reprodução)

É fato que a política brasileira já vem há muito tempo judicializada. Sempre – ou quase sempre – quando algum segmento perde alguma questão nos parlamentos, em especial o Congresso Nacional, logo se procura acionar o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter o insucesso na seara política. Eu até penso que esse mecanismo é usado em demasia e que isso prejudica a política, mas há casos e casos. Dito isso, discordo de mecanismos que centralizem ainda mais poder.

A proposta que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP) quer aprovar é o impedimento que partidos pequenos possam impetrar Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) no STF. Ou seja, tirar dessas legendas o direito de ação, um dos pressupostos de qualquer democracia.