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segunda-feira, 31 de março de 2014

Até breve

Após setes anos e mais de 1300 postagens, o Blog do Cadu vai parar. Esse foi um espaço criado para expor ideias e mostrar argumentos diferentes da mídia grande.

Decidi parar o Blog para tentar outras coisas. E como muitos sabem, estou cursando Jornalismo e quero tentar me dedicar mais ao curso e ao aprendizado na área. Quero tentar outras coisas. Mas um dia pretendo voltar a “blogar”.

Muita gente que não acredita em militância política jura de pé junto que eu era pago para escrever no Blog. Jamais recebi um vintém de quem quer que seja para expor minhas ideias. Sempre escrevi apenas para fomentar o debate e, como dito acima, expor ideias diferentes da mídia grande. E só.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Atos à direita, eu estou fora



O que começou há algumas semanas com manifestações de rua contra os aumentos abusivos dos valores das tarifas do transporte publico se transformou em uma coisa amorfa, sem foco e amplamente influenciado e dirigido pela pauta da direita brasileira. Tanto que ate o Movimento Passe Livre (MPL) retirou-se do último ato por discordas de “práticas conservadoras” nas manifestações.

As práticas conservadoras a que se referia o MPL vão além de cartazes pedindo o fechamento do Congresso ou contra a legalização do aborto, mas se trata também de agressões físicas e morais a militantes partidários, de sindicatos ou centrais sindicais e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), por esses estarem portando a bandeira de seu partido. Em São Paulo chegou-se a apedrejar militantes da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Estas são claramente pauta da direita, que no Brasil sempre teve um viés golpista – não é preciso dar aula de História aqui! – inflado pela grande mídia. Basta puxar a memória rapidamente e lembraremos que no início das manifestações veículos de comunicação como Globo, Folha, Estadão e Veja eram peremptoriamente contrários aos atos. Vândalo era o adjetivo mais educado que dedicavam às pessoas que estavam nas ruas.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Proposta de Iniciativa Popular para Reforma Política


I. Introdução

Desde 2004 várias organizações/movimentos da sociedade civil brasileira discutem o tema da Reforma do Sistema Político. Num primeiro momento, ampliamos o conceito da chamada reforma política, que muitos entendem ser somente a reforma das regras eleitorais, para reforma do sistema político, que inclui uma nova forma de se pensar e fazer política e do exercício do poder.

Neste sentido, é fundamental que uma reforma do sistema político comece com o fortalecimento da soberania popular, dos instrumentos do exercício do poder e de seu controle, assim como das normas que regulamentam os processos eleitorais e da representação.

Ao longo do tempo, produzimos o consenso de encaminhar a reforma por iniciativa popular, estruturada em 4 grandes eixos que se interligam. Os eixos são:

    * Fortalecimento da democracia direta;
    * Democratização e fortalecimento dos partidos políticos;
    * Reforma do Sistema Eleitoral;
    * Controle social do processo eleitoral.

Não estamos, com isso, abrindo mão da necessidade do fortalecimento da democracia participativa/deliberativa, da democratização da informação e da comunicação e da transparência e democratização do Poder Judiciário. Estes eixos completam o que chamamos de reforma do sistema político.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher

Hoje fazem 100 anos da instituíção do Dia Internacional da Mulher. Parabéns às mulheres que lutam por mundo melhor sem machismo e sem nenhum tipo de opressão.

Abaixo, vídeo em homenagem às mulheres e os trinta anos do PT.


quarta-feira, 1 de abril de 2009

A manchetes de 64

Deu no site Agência Carta Maior (veja aqui)

As manchetes do golpe militar de 1964


"Que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964? - sugeriu Emir Sader em seu blog nesta página. Publicamos uma seleção do que foi destaque em alguns dos principais jornais do Brasil a partir do dia 1° de abril de 1964. "Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições", disse o Globo, apoiando o golpe militar.

Redação - Carta Maior

Emir Sader sugeriu em seu blog aqui na Carta Maior: “que tal republicar as manchetes de cada órgão de imprensa naquele primeiro de abril de 1964?”. Aqui está uma seleção do que foi destaque nos principais jornais do Brasil a partir do 1º de abril de 1964. Se algum desavisado recebesse em mãos qualquer destes periódicos imaginaria a ditadura com carnaval nas ruas e militares ovacionados pelo povo. A pesquisa abaixo foi publicada no blog da BrHistória, da jornalista Cristiane Costa:




“Ressurge a Democracia! Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente das vinculações políticas simpáticas ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é de essencial: a democracia, a lei e a ordem.

Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas que, obedientes a seus chefes, demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.

Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ter a garantia da subversão, a ancora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada ...”
(O Globo - Rio de Janeiro - 4 de Abril de 1964)

“Multidões em júbilo na Praça da Liberdade.
Ovacionados o governador do estado e chefes militares.
O ponto culminante das comemorações que ontem fizeram em Belo Horizonte, pela vitória do movimento pela paz e pela democracia foi, sem dúvida, a concentração popular defronte ao Palácio da Liberdade. Toda área localizada em frente à sede do governo mineiro foi totalmente tomada por enorme multidão, que ali acorreu para festejar o êxito da campanha deflagrada em Minas (...), formando uma das maiores massas humanas já vistas na cidade”
(O Estado de Minas - Belo Horizonte - 2 de abril de 1964)

“Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares que os protegeram de seus inimigos”
“Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais”
(O Globo - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento”
(O Dia - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“Escorraçado, amordaçado e acovardado, deixou o poder como imperativo de legítima vontade popular o Sr João Belchior Marques Goulart, infame líder dos comuno-carreiristas-negocistas-sindicalistas. Um dos maiores gatunos que a história brasileira já registrou., o Sr João Goulart passa outra vez à história, agora também como um dos grandes covardes que ela já conheceu.”
(Tribuna da Imprensa - Rio de Janeiro - 2 de Abril de 1964)

“A paz alcançada. A vitória da causa democrática abre o País a perspectiva de trabalhar em paz e de vencer as graves dificuldades atuais. Não se pode, evidentemente, aceitar que essa perspectiva seja toldada, que os ânimos sejam postos a fogo. Assim o querem as Forças Armadas, assim o quer o povo brasileiro e assim deverá ser, pelo bem do Brasil”
(Editorial de O Povo - Fortaleza - 3 de Abril de 1964)

“Desde ontem se instalou no País a verdadeira legalidade ... Legalidade que o caudilho não quis preservar, violando-a no que de mais fundamental ela tem: a disciplina e a hierarquia militares. A legalidade está conosco e não com o caudilho aliado dos comunistas”
(Editorial do Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - 1º de Abril de 1964)

“Milhares de pessoas compareceram, ontem, às solenidades que marcaram a posse do marechal Humberto Castelo Branco na Presidência da República ...O ato de posse do presidente Castelo Branco revestiu-se do mais alto sentido democrático, tal o apoio que obteve”
(Correio Braziliense - Brasília - 16 de Abril de 1964)

Pesquisa: Clarissa Pont

REFLITA!

*Leia mais manchetes da época no site da Agência Carta Maior (link acima)

segunda-feira, 9 de março de 2009

O 8 de março e a luta das mulheres de luta

O 8 de março, Dia Internacional da Mulher, é profundamente associado com a luta socialista de mulheres de todo o mundo, notadamente, das operárias estadunidenses e européias do final do século XIX e do início do século XX. Foram greves e mobilizações, a ponto de o Dia Internacional da Mulher ser o estopim para a Revolução Russa se desenvolver.




Todo mundo já ouviu falar da lendária história de cem operárias em greve que morreram num incêndio provocado pelo patrão. Porém, não há registro histórico algum sobre esse incêndio ou sobre essa greve no ano de 1857 – que é o que, dizem, teria dado origem à celebração do 8 de março. O que houve, isso sim, foi muitas mulheres socialistas em luta por direitos políticos, por igualdade, por melhores condições de trabalho. Isso é importante para que se destaque, como disse Maria Lúcia da Silveira (1), que não houve uma greve heróica, mas sim, um feminismo heróico que se erguia entre as trabalhadoras.

O dia nos é muito caro. Por isso, não aceitamos e não aceitaremos que tentem transformá-lo numa data comercial como outra qualquer. E os movimentos de mulheres têm garantido isso com maestria: as manifestações, ações de rua, palavras de ordem, o lilás, o roxo, o vermelho, as batucadas, as faixas com dizeres feministas... tudo isso marca o 8 de março para não deixar que nos roubem o significado.

Amanhã, em São Paulo, e em tantas outras cidades brasileiras, é dia de ir às ruas mais uma vez. Em algumas cidades, as mulheres ocuparam as ruas e praças ontem ou hoje. A luta das mulheres é mais atual do que nunca, e sua visibilidade é fundamental para a construção da igualdade, da justiça, da solidariedade.

Neste Dia Internacional da Mulher, faço coro com o repúdio geral contra o tal arcebispo de Recife e Olinda. Solidariedade à mãe da menina, à menina, à equipe médica. Repúdio veemente ao tal arcebispo, ao Vaticano e seu apoio nefasto a esses fundamentalismos, ao homem que cometeu esse crime hediondo contra uma guria de 9 anos – e outra de 14, vale ressaltar. Se eu tivesse um Deus, o meu Deus (ou, por que não, Deusa?) excluiria esse homem, esse arcebispo, esse Vaticano, do quadro de pessoas que podem viver no mesmo planeta que eu.

Neste Dia Internacional da Mulher, peço a todos e todas que repudiem, via e-mail, os deputados federais petistas Luís Bassuma e Henrique Afonso, defensores da criminalização das mulheres, propositores da aberração que é uma “CPI do aborto” – contrariando resoluções do seu próprio partido e as bandeiras tão caras às mulheres do PT. Extravasem seu repúdio pelos e-mails presidencia@pt.org.br e sgn@pt.org.br.

Neste Dia Internacional da Mulher, gosto de pensar nas mulheres que lutaram contra o regime militar no Brasil – algumas declaradas anistiadas pelo Ministério da Justiça ontem. Tantas que morreram, que perderam familiares, amigos, que sofreram torturas, que foram estupradas, que se exilaram, que se esconderam, que tiveram medo, que lutaram por liberdade. E assim, escreveram mais uma página da história da resistência.

Neste Dia Internacional da Mulher, lembremos das tantas que ainda sofrem a violência doméstica, a violência sexual, a violência de várias facetas. Lembremos as que morrem em decorrência de abortos inseguros. Lembremos as que nunca se recuperam das seqüelas causadas por um aborto inseguro. Lembremos as que sofrem caladas no emprego, sofrendo assédio moral, assédio sexual. Lembremos que as mulheres cumprem dupla jornada porque os homens não dividem o trabalho doméstico, e porque o Estado não lhes garante igualdade de condições. Lembremos que a televisão (e a mídia em geral) nos ridiculariza, nos desumaniza, nos objetiza e nos vende, todos os dias, em seus comerciais, como se fôssemos produtos. Lembremos, portanto, que ainda há muito mais por lutar.

E lembremos, acima de tudo, das mulheres que, neste século, no século passado, no retrasado, no anterior... lutaram sempre, com as armas que tinham. E que é por isso que existe o nosso dia. Porque a nossa luta não acabou. E afinal, as mulheres – embora a História nos invisibilize – nunca fugiram da luta do povo.

(1)Recomendo fortemente a leitura do artigo “8 de março – Em busca da memória perdida”, de Maria Lúcia da Silveira, que encontra-se disponível na página eletrônica da SOF (Sempreviva Organização Feminista): www.sof.org.br


*Retirado do Blog Terribili - http://terribili.blogspot.com/

terça-feira, 3 de março de 2009

Nota da UNE contra ataque da mídia

Ontem e hoje, em defesa da educação e contra a criminalização dos movimentos sociais

Nesta semana os movimentos sociais estão sofrendo um verdadeiro ataque midiático, com pouca fundamentação, muita especulação e, especialmente, uma forte carga de intenção em desacreditar os lutadores e lutadoras do povo brasileiro. As centrais sindicais são questionadas ao dar opinião sobre a crise financeira mundial, quando representam a opinião de milhões de trabalhadores, que sofrem impacto direto desta mesma crise. O MST vem sendo achincalhado por veículos impressos e eletrônicos, acusados de crimes das mais diversas tipificações, sem o cuidado, por parte da mídia, de garantir ao menos fatos que sustentem a versão exposta pelos jornais, exigência mínima do jornalismo em tempos de democracia. E a UNE, entidade historicamente reconhecida pelo seu papel na construção da democracia do país, também é alvo desta campanha anti-movimentos sociais.



No dia de ontem (2 de março) foi publicada no Correio Braziliense matéria intitulada “10 milhões para amansar a UNE” e hoje o mesmo tema repercutiu em alguns veículos de comunicação. Em primeiro lugar, a matéria apenas constata a realização de convênios e o recebimento de patrocínios pela entidade nesta gestão e em gestões anteriores o que não fere qualquer lei e se caracteriza como ação comum a qualquer organização da sociedade civil. Movimentos Sociais e outras organizações possuem plena legitimidade para realizar convênios e solicitar patrocínios tanto no âmbito público (governo) quanto no privado (empresas). Em segundo lugar, o título da referida matéria não é justificado em nenhum fato concreto. A matéria não esclarece nenhum caso em que a UNE tenha se calado e nem poderia, visto que tal comportamento não ocorreu em nenhum momento. A UNE, entidade que tem por marca a mobilização e a luta pela democracia e pela educação, preserva sua autonomia e independência frente a este ou a qualquer outro governo. A matéria se confunde, portanto, com um artigo de opinião, sustentada apenas no juízo de valor do autor.

Todo o recurso público recebido pela UNE tem sido utilizado para a realização de atividades de interesse dos estudantes e de toda a sociedade. Atividades como a Caravana UNE Saúde, que percorreu os 27 estados brasileiros, debatendo com mais de 1 milhão de estudantes assuntos como drogas, sexualidade, SUS e saúde pública. A Caravana realizou testes rápidos de HIV, vacinou milhares de jovens contra a Rubéola, promoveu doação de sangue e medula em mais de 40 universidades. Outra atividade recém realizada foi a 6ª Bienal de Arte e Cultura da UNE, que reuniu cerca de 15 mil estudantes e artistas Universitários no maior festival de arte e juventude da América Latina. Mais de 2 mil trabalhos artísticos foram inscritos por jovens que não teriam outros palcos para fazer circular sua produção artística.

A UNE preza pela transparência, prestando contas em todos os fóruns da entidade e junto à sociedade e cumprindo legalmente todas as cláusulas de cada convênio que celebra com o poder público e de cada patrocínio que recebe.

A matéria é irresponsável. Insinua que há irregularidades ou favorecimento à UNE sem apontar fatos concretos. A UNE, assim como qualquer organização civil, tem toda a legitimidade de pleitear verbas públicas e o faz com toda a responsabilidade e dentro dos parâmetros legais.

Lúcia Stumpf, presidente da UNE

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Quinzena agitada para os movimentos sociais

Aconteceu nos últimos quinze dias o Conselho Nacional de Entidades de Base - CONEB, 6º Bienal de Arte, Ciência e Cultura da UNE e o Forum Social Mundial. Os eventos da UNE em Salvador/BA e o FSM em Belém/PA.

No CONEB, participaram em torno de 5 mil pessoas entre delegados e observadores. Na Bienal esse numero cresce para em torno de 10 mil. Já no FSM algo em torno de 150 mil.

Esse eventos ocuparam os movimentos sociais nessa última quinzena.




O CONEB aprovou o projeto de Reforma Universitária da UNE. Instrumento da entidade para a disputa de uma nova concepção de universidade. O Clima do CONEB foi de consenso. O que mostra que o moviemnto estudantil vai estar unido em torno do projeto. O primeiro palco dessa luta será a Conferência Nacional de Educação. As etapa municipais já começam neste ano. A etapa nacional será em 2010. (veja o projeto aprovado no site da UNE: www.une.org.br )

Na Bienal, estudantes de todo o país debateram acerca da indentidade brasileira e latino-americana. Em conjunto aconteceu a 1ª Trienal de Cultura da OCLAE (Organização Caribenha e Latino-americana dos Estudantes).

No FSM, o tema central foi a saída para a crise financeira que assola o globo. Além da reafirmação do socialismo como alternativa para os povos de todo o planeta.

Dirversos debates, conferências e palestras aconteceram em Belém. Os que mais chamaram a atenção foram as que contaram com a participação dos presidentes Chavéz (venezuela), Evo Morales (Bolívia), Rafael Corrêa (Equador), Luggo (Paraguai) e Lula do Brasil.

A via campesina organizou um evento com todos os presidentes à exceção de Lula. Numa leitura equivocada, a meu ver, de que hoje Lula não faz parte da alternativa ao neoliberalismo na América Latina. Todos os presidentes citados são reflexo da presença de Lula na presidência brasileira. Tanto o é, que no ato com os cinco presidentes todos afirmaram isso.

Há quem diga que nesse ato apenas Lula não falou em socialismo. De fato não falou. Fez muito mais. Foi o único que apresentou propostas concretas para superar a crise e um novo perfil de Estado em contra-posição ao Estado neoliberal.

Na minha opinião, houve muito dilentantismo nas falas dos companheiros sulamericanos.

O mais importante é que o movimentos sociais do Brasil e do mundo saíram do FSM com uma agenda comum de luta contra o caiptalismo e sua mas recente crise.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Mais um 1 de maio.

Ontem aconteceu mais um 1 de maio. Esta é uma data internacionalmente comemorada por trabalhadores de todas as partes do globo. Aqui em Maceió, 3 mil foram às ruas.

Comemorando os altos índices na geração de empregos, mas também protestando contra a corrupção em Alagoas. Cerca de 70 entidades sindicais, do campo e estudantis estiveram presentes ontem na orla de Maceió.
A situação dos trabalhadores e trabalhadoras no Brasil têm melhorado, mas ainda há muito a fazer.

Parabéns aos/as trabalhadores/as!!!!

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Mais uma vez, 5 mil.

Aconteceu ontem mais um ato do Movimento Social Contra a Criminalidade e Corrupção - MSCC, mais uma vez, 5 mil pessoas.


Dessa vez foi para exigir a redução do duodécimo da Assembléia Legislativa - ALE. Foi enviada proposta do executivo, mas a ALE arquivou o processo.


Após chegar na frente da ALE, uma comissão de 30 membros do Movimento foram recebidos pelo presidente da casa, o deputado Alberto Sextafeira, que se comprometeu a convocar uma sessão pública para debater o duodécimo no próximo dia 18.


No mesmo dia, no plenário da ALE, o deputado Paulão (PT), rebateu as noticias que saíram na imprensa de envolvimento com corrupção. Essas noticias foram vinculadas depois de uma carta anônima ter sido enviada aos veículos de comunicação. Na carta o remetente se dizia integrante do MSCC.


Isso não verdade. Nem quem enviou a tal carta é do MSCC, nem Paulão tem envolvimento algum com os escândalos de corrupção dos Taturanas.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

Carta do MST sobre tentativa de massacre de sem terras em Piranhas/AL


FAZENDEIRO COMANDA TENTATIVA DE MASSACRE DE SEM TERRA EM ALAGOAS

Nesta quarta-feira, 27.02.2008, pela manhã, ocorreu uma tentativa de massacre de trabalhadores Sem Terra, do Acampamento José Faustino, coordenado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, localizado no município de Piranhas, distante 280 km de Maceió. O acampamento situa-se na Fazenda Lagoa Comprida, com 1.000 (mil) hectares, do Fazendeiro Jorge Fortes. A ação que resultou em 09 pessoas gravemente feridas, contou com 12 pistoleiros fortemente armados comandados pelo próprio Jorge Fortes, que não apenas pretendiam intimidar as 70 famílias Sem Terra, mas agir com violência de maneira criminosa. Os feridos foram encaminhados para os hospitais da região.

HISTÓRICO:

A área está sendo reivindicada pelo MST há mais de 01 ano. Cerca de 70 famílias vivem no Acampamento José Faustino. E desde então foi solicitado ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) que procedesse a vistoria da área, tida como improdutiva.

Depois de mais de dez meses acampadas, em novembro de 2007, o INCRA e o Centro de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da PMAL, em negociação, convenceram as famílias a desocuparem a área com o acordo de que a vistoria seria realizada até o mês de fevereiro de 2008.

Como até o presente momento não foi dado nenhuma posição com relação a situação da terra e chegando o período de plantio as famílias resolveram retornar para a área hoje cedo, quando ainda antes mesmo de adentrarem a propriedade foram surpreendidos pelos tiros.

Alguns trabalhadores chegaram a ir à delegacia logo cedo, mas foi inútil uma vez que a delegacia estava fechada.

É importante salientar que Alagoas lidera no nordeste os conflitos agrários. Palco de assassinato de lideranças Sem Terra que continuam impunes, em meio a concentração de terra voltada para a monocultura da cana. E que a região do sertão tem sido historicamente comandada por oligarquias que gerenciam o crime na região, em especial contra os trabalhadores Sem Terra.

Diante disto a Direção Estadual do MST vem tornar público o ocorrido ao mesmo tempo que cobra que sejam tomadas medidas, cabíveis, o mais urgente possível, no intuito de punição dos responsáveis, e com a conseqüente desapropriação da área. Com a clareza de que todas e todos os trabalhadores rurais Sem Terra estamos de prontidão para que este fato não se torne corriqueiro e cotidiano em nosso estado, somando-se as impunidades que marcam Alagoas.

Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

MSCC: 5 mil nas ruas de Maceió.

5 mil pessoas. Esse foi o número de manifestantes de hoje pelas ruas de Maceió no ato do MSCC (Movimento Social Contra a Criminalidade) em defesa da Operação Taturana da Polícia Federal. R$ 280 milhões foram desviados da ALE. Mais de 50 entidades da sociedade civil participaram do ato.

Na manhã de hoje tivemos uma infeliz surpresa, os deputados da mesa diretora da Assembléia que tinham sido afastados pela justiça voltaram à mesa após decisão de um desembargador. A surpresa é só porque se achava que com o clima instaurado na cidade nenhum desembargador teria a cara de pau de fazer isso.

A maior parte dos manifestantes era formada por sindicalistas, mas ganhou destaque também a participação da juventude durante todo o percurso. Entidades como a União Nacional dos Estudantes (UNE), Coordenação Nacional de Lutas Estudantis (Conlute), CAs e DAs das universidades e juventudes partidárias, acompanharam todo o percurso do ato sempre balançando suas bandeiras. "O ato conseguiu se superar. Aqui estão reunidos os movimentos do campo e da cidade. Esperamos agora que as denúncias sejam todas apuradas e que a lei seja cumprida", afirmou Rídna Motta, ex-coordenadora do DCE Ufal e diretora sindical.

Integrantes do MSCC em sinal de protesto lavaram as escadarias da Assembléia. "Esta atitude representa simbolicamente uma tentativa de tirar esta sujeira que está na Assembléia, que deveria ser a casa do povo, mas que não atende a vontade dos alagoanos", afirma Lucas Soares, secretário de juventude do PT.


Hoje tivemos a prova de que o povo de Alagoas não tolera mais os desmandos praticados por estes deputados que pensam que aqui todo mundo é seu pertence.


Resta agora fazer mais pressão para que se faça justiça na terra Caeté.

Vídeo do ato no prédio onde funciona a Assembléia Legislativa. (ver aqui)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Nota do MSCC

Nota do Movimento Social Contra a Criminalidade - MSCC.








VAMOS LAVAR A HONRA DE ALAGOAS!

Alagoas voltou a ser palco de novo escândalo de corrupção. Desta vez, com o desencadeamento da “Operação Taturana”, o alvo foi a cúpula dirigente da Assembléia Legislativa Estadual, acusada de meter a mão em mais de 200 milhões de reais e dirigir uma quadrilha que promoveu desde sonegação fiscal e crimes de mando a pagamentos ilícitos para funcionários fantasmas.

Inquéritos, prisões, indiciamentos, interrogatórios tomaram conta do legislativo estadual, atingindo deputados, ex-deputados, funcionários e até agiotas, numa sucessão de fatos que expuseram e continuam expondo o Estado de Alagoas e seu povo a um doloroso processo de desgaste e humilhação nacional, com sérios reflexos para sua economia e sua credibilidade institucional em todos os sentidos.

Muito embora as investigações devam obedecer aos preceitos legais, sobretudo ao direito de defesa para todos os acusados, não há dúvida que crimes e atos de improbidade administrativa foram cometidos. Crimes gravíssimos, apoiados em provas irrefutáveis. Crimes que envergonham e indignam a todos os que vivem do suor do seu trabalho e sustentam, involuntariamente, com seus impostos, essa inacreditável farra feita com o dinheiro público.

Por esta razão, as entidades e instituições abaixo relacionadas resolveram interpretar publicamente aquilo que vai na alma e no coração de cada alagoano e alagoana, conclamando a toda população a manifestar nas ruas o grito de protesto da cidadania e exigir:

1. A imediata destituição da atual Mesa Diretora da Assembléia Legislativa de Alagoas;
2. O máximo rigor na apuração dos fatos criminosos e a máxima celeridade na condução dos inquéritos e processos
3. A punição exemplar dos que forem comprovadamente declarados culpados, inclusive com a cassação dos que detenham mandatos;
4. A federalização da investigação, repressão e julgamento dos crimes de mando;
5. A redução dos duodécimos dos três poderes nos patamares definidos pela Constituição;
6. O bloqueio do patrimônio dos responsáveis pelos desvios financeiros no valor correspondente ao “rombo” feito nas contas públicas da Assembléia;
7. A destituição dos conselheiros empossados irregularmente no Tribunal de Contas do Estado de Alagoas.


Assinam esta nota:

Sindicato dos Policiais Federais – SINPOFAL;
Sindicato dos Policiais Rodoviários – SINDPRF;
Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e MPU – SINDJUS;
Sindicato dos Urbanitários;
Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social – SINDPREV;
Sindicato dos Servidores Públicos de São Miguel dos Campos – SIMESC;
Sindicato dos Médicos – SINMED;
Sindicato dos Taxistas;
Sindicato dos Trabalhadores em Educação – SINTEAL;
Central Única dos Trabalhadores – CUT;
Marcha Mundial das Mulheres – MMM;
Sindicato dos Servidores Públicos Federais;
Movimento Terra e Liberdade – MTL;
Sindicato dos Agentes Penitenciários – SINDAPEN;
Associação dos Docentes da UFAL – ADUFAL;
União Nacional dos Estudantes – UNE;
Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telégrafos;






Grande ato dia 19/02!


Concentração Praça dos Martírios

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Nota dos movimentos sociais sobre o aumento da alíquota do IOF e CSLL

Nota dos movimentos sociais sobre o IOF e a CSLL. Leia e comente...




AO POVO BRASILEIRO
e ao Governo Federal


-Sobre o fim da CPMF e o imposto de operações financeiras-




Os dirigentes de organizações populares, movimentos sociais, intelectuais e religiosos -abaixo-assinados- vem manifestar-se a respeito das recentes mudanças ocorridas no sistema de impostos do país.


1. As classes ricas do Brasil se articularam com seus políticos no Senado Federal e conseguiram derrubar a CPMF, depois de sua renovação ter sido aprovada na Câmara dos Deputados.


2. O mesmo Senado aprovou a continuidade da DRU, que permite ao Governo Federal usar 20% de toda receita federal sem destinação prévia. Isso também é muito grave, porque permite que recursos da área social sejam remanejados sem controle para pagamento de juros e outras despesas não prioritárias.


3. A CMPF era um imposto que penalizava os mais ricos e 70% provinha de grandes empresas e bancos. Sua forma, impedia sonegação, e permitia que a Receita Federal checasse as movimentações financeiras com o imposto de renda, evitando fraudes e desvios.


4. Agora, o Governo Federal tomou a iniciativa de aumentar o imposto sobre operações financeiras (IOF),o lucro liquido dos bancos e retornou o imposto sobre remessa de lucros pro exterior. Foi uma medida acertada e justa. Pois atinge os mais ricos e sobretudo os bancos, o sistema financeiro e empresas estrangeiras.


5. As forças conservadoras voltaram a se articular através da FIESP, FEBRABAN, Rede Globo e de seus representantes nos Democratas (antigo PFL) e nos Tucanos para condenar essas medidas. Pior, estão mentindo dizendo que toda população será mais afetada pelo imposto, enquanto escondem que o maior custo das compras a prazo são as taxas de juros exorbitantes, sobre as quais se calam, pois são delas favorecidos.


6. Defendemos que a redução de gastos públicos, tão exigido pela direita, seja no superávit primário e no pagamento dos juros das dividas que representam uma enorme transferência de recursos para meia dúzia de banqueiros.


7. Defendemos que o Governo Federal mantenha e amplie os investimentos em saúde e educação, como aliás determina a constituição. Tampouco podemos aceitar a redução de contratação e dos salários dos servidores públicos.


8. Apoiaremos medidas que levem à redução da taxa de juros básica paga pelo governo aos bancos e das vergonhosas taxas de juros cobradas aos consumidores e empresas. É preciso eliminar as taxas de serviços pelas quais os bancos espoliam a todos os correntistas e recolhem por ano, 54 bilhões de reais. Queremos o fim da Lei Kandir, que isenta de ICMS todas as exportações agrícolas e primárias. Penalizando o povo e as contas públicas nos estados.


9. O Brasil precisa, urgentemente, de uma política de distribuição de renda. E para isso será necessário aumentar os impostos de quem pode e deve pagar, diminuir os impostos dos mais pobres, aumentar os salários, diminuir lucros e juros. Medidas que afetam os privilégios dos mais ricos. E usar esses recursos para aumentar a qualidade dos serviços públicos de forma gratuita para toda população, em especial saúde, seguridade social e educação.


10. Ante as pressões dos setores conservadores devemos convocar o povo para que se manifeste. Utilizar os plebiscitos e consultas populares para que o povo exercite o direito de decidir sobre assuntos tão importantes para sua vida.


Conclamamos a militância, nossa base social e a toda população brasileira a se manifestar e se manter alerta, para mais essas manobras que as forças conservadores tentam impor a toda sociedade.


Brasil, 10 de janeiro de 2008


João Pedro Stedile, da Coord. Nac. da Via campesina Brasil


Dom Thomas Balduino, bispo e presidente honorário da CPT nacional.


José Antônio Moroni, Coord. Nacional da ABONG e da Campanha Nacional por Reformas Políticas.


Lúcia Stumpf, Presidente da UNE.


Luis Bassegio, Grito Continental dos Excluídos.


Marina dos Santos, Coord. Nac. do MST.


Marcelo Crivella, Bispo da Igreja Universal e senador.


Marcelo Resende, diretoria da ABRA - Associação Brasileira da Reforma Agrária.


Sávio Bonés, Movimento de Refundação Comunista - MG.


Aldany Rezende, Juventude do PDT-MG.





Movimento Social Contra a Criminalidade - MSCC

A operação Taturana da PF ganhou um importante apoio para o êxito de suas ações. Os movimentos sociais de Alagoas se uniram e criaram o Movimento Social Contra a Criminalidade - MSCC (ver Blog aqui). Um grande ato público está previsto para os próximos dias. Agora é aguardar...


Participam do MSCC até agora:

Sindicato dos Policiais Federais (SINPOFAL)
Sindicato dos Policiais Rodoviários (SINDPRF)
Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e MPU (SINDJUS)
Sindicato dos Urbanitários
Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social (SINDPREV)
Sindicato dos Servidores Públicos de São Miguel dos Campos (SIMESC)
Sindicato dos Médicos
Sindicato dos Taxistas
Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTEAL)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Marcha Mundial das Mulheres
Sindicato dos Servidores Públicos Federais
Movimento Terra e Liberdade
Sindicato dos Agentes Penitenciários
Associação dos Docentes da UFAL
União Nacional dos Estudantes
Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Correios e Telegráfos

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

2007. Êita anozinho agitado.

Mais um ano acabou e com ele vieram situações de alegria e frustração. Como todos os anos, a vida nos mostra um percurso repleto de percalços em todas as esferas. vou tentar nesse post elencar o que mais me chamou a atenção.

No mundo tivemos algumas confirmações e algumas surpresas. A grande confirmação foi a sede sanguinária de Bush. Suas guerras continuaram e as potências ricas do planeta se mantiveram curvadas à ela. A surpresa foi no plebiscito da reforma constitucional na Venezuela, Chávez foi derrotado, por uma diferença irrisória, mas foi. O que não foi novidade foi a postura da mídia em geral, atacar totalmente a proposta de reforma constitucional. Dentre outras coisas, nela se previa a redução da jornada de trabalho e a inclusão de milhares de venezuelanos na previdência social da Venezuela.

Se lembram daquele canal de televisão que tentou dar um golpe de Estado lá? A RCTV? Pois é, Chávez, usando de sua prerrogativa de presidente e direitos legais, não renovou a concessão dessa emissora. Fez muito bem!

No lugar dele, o que você faria?

No Brasil as coisas andaram bastantes agitadas em 2007. Não conseguirei levantar todas aqui, apenas as que mais me chamaram a atenção. Qualquer coisa você coloca um comentário aí abaixo.

Pra variar a mídia brasileira não descansou um minuto sequer nos ataques à Lula. Porém algumas coisas ela teve que, como diria Zagallo, engolir. Algumas, nós tivemos que engolir, como o fim da CPMF. São R$ 40 bilhões a menos para se investir em programas sociais.

Tivemos a renúncia da presidência do Senado de Renan Calheiros. Ele não aguentou a pressão.

O MPF e a PF nunca trabalharam tanto e com tanta autonomia, vide as diversas operações para prender criminosos de colarinho branco. Aqui em Alagoas teve um monte delas.

O país melhorou em todas as áreas, o quê não significa que ainda há muito pra avançar. milhares de pessoas saíram da faixa da pobreza, podendo agora viver com um pouco mais de dignidade.

Milhões de empregos com carteira assinada foram criados em 2007, as exportações aumentaram e o Brasil nunca teve tanta moral lá fora.

Na educação, dezenas de novos CEFET's foram e estão sendo criados nas regiões mais distantes do país. Nas Universidades Federais a mesma coisa, a interiorização das IFES se iniciou em 2006 e teve término em 2007. No ano passado foi criado o Programa de Reestruturação e Expansão da Universidades Brasileiras - REUNI, o que não é a mesma coisa da interiorização. Cercado de polêmicas, como metas de 90% de conclusão de curso ao final de 05 anos, o REUNI foi aprovado em 100% das IFES no Brasil.

O fundamental do REUNI era o debate em cada universidade sobre sua visão de reestruturação e expansão, a depender da correlação de forças em cada IFES. Dessa correlação, dependia também o nível dos debates e de participação das comunidades acadêmicas das universidades.

Ainda em esfera nacional, e como estamos falando de educação, tivemos o 50º congresso da União Nacional dos Estudantes - UNE. A UNE que também esse ano conseguiu recuperar seu terreno na Praia do Flamengo, 132 no Rio de Janeiro. Sua sede fora destruída pelo regime militar.

Por aqui em Alagoas as coisas não vão nada bem. Primeiro o governo do estado que não consegue dizer a que veio, ou pior , ele deve ter vindo pra isso mesmo. Cumprindo à risca a cartilha de desmonte do Estado do PSDB, Téo Vilela desde do dia 15 de Janeiro de 2007, não passou um único dia sequer sem que pelo menos uma categoria do serviço público estivesse em greve.

O que salvou minimamente foi o governo federal com os recursos de suas ações. Pra se ter uma idéia, Alagoas é um estado dominado pela cultura da cana-de-açúcar. Pra cada R$ 1,00 produzido pela usinas vieram R$ 3,00 de ações federais.

A PF realizou uma operação de nome Taturana para investigar um desvio de R$ 200 milhões da Assembléia Legislativa de Alagoas. Essa operação mostra bem como a Polícia Federal e o MPF estão tendo autonomia como nunca antes no Brasil. Vários deputados/coronéis daqui algemados e prestando depoimentos. Uma coisa tá levando à outra. Cícero Ferro foi preso pro assassinato do vereador de Delmiro Gouveia, Fernando Aldo.

2007 foi um ano com bastante ação por parte dos movimentos sociais, da cidade e do campo. Mesmo que algumas vezes elas tenham tido uma postura equivocada., mas no geral foram bastante positivas. Houve mais unidade por parte dos movimentos que até impediram a cassação do Procurador-geral do estado, Coracy Fonseca por parte de alguns colegas exdruxulos.

Em Maceió, o prefeito Cícero Almeida (PP), mantém sua popularidade em alta. A cidade está um canteiro de obras. Obras, aliás que contém boa parte de seus recursos vindos do governo federal. Ele está, literalmente, gozando com o pau dos outros. Já na parte de educação e saúde, por exemplo...

Assim como em 2007, a passagem de ônibus vai aumentar. Agora é para R$ 1,80. O que no minímo significa R$ 108,00 no bolso do trabalhador. Nessa luta contra o poderio das empresas de transporte daqui, o movimento estudantil obteve uma grande vitória. O prefeito lançou mão de um decreto que limitava o uso da meia-passagem apenas aos horários de aula. Com a ocupação da Secretaria Municipal de Finanças, conseguimos derrubar esse decreto.

2008 promete. Com certeza também teremos um ano bastante agitado. É ano de eleições municipais e a coisa na política deve esquentar. Devemos estar atentos.


Clique nas fotos para aumentá-las.

Muitos dos temas citados foram postados aqui no Blog. Dá uma procurada nos marcadores aí do lado.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Nota de repúdio ao IZP

NOTA DE REPÚDIO
As entidades dos trabalhadores da comunicação de Alagoas, abaixo relacionadas, vêm a público repudiar a atitude autoritária do diretor presidente do Instituto Zumbi dos Palmares, José Américo, que ordenou a retirada do ar do programa Revista Educativa, da Rádio Educativa FM, de produção independente e comandado pelo músico alagoano Mácleim.
A medida foi uma represália ao conteúdo do editorial (abaixo) veiculado no programa, no dia 07 de dezembro, em que os Poderes constituídos do Estado foram questionados pela ausência no lançamento da Orquestra Jovem de Alagoas, no último dia 27 de novembro, também aniversário de dois anos do Teatro Gustavo Leite.
Antes de ter o programa suspenso, o produtor do programa chegou a ser “alertado” de que deveria mudar o conteúdo de seus editoriais, ou até mesmo, suspendê-los, mesmo tendo dito a verdade, sem ofensas pessoais ou interesses particulares. Indignado com a tentativa clara de reprimir a liberdade de expressão, Mácleim, corajosamente, recusou-se a aceitar tal medida impositiva, digna dos mais sombrios tempos da ditadura militar.
Em decorrência disso, a direção do IZP decidiu por retirar o Revista Educativa, da grade de programas da rádio 107,7 FM. As chamadas do programa já foram retiradas e no próximo dia 14 de dezembro, o semanário não irá mais ao ar.
Alertamos a sociedade alagoana de que a atitude do diretor presidente constitui a mais pura forma de CENSURA dentro de uma emissora pública. Não bastasse a demanda de assuntos do governo que os profissionais do Instituto têm que cumprir, as vozes verdadeiramente comprometidas com o povo alagoano vêm sendo caladas ao longo do ano. Lembramos aqui do programa Vida de Artista, que foi tirado do ar por burocratismos legalistas referendados pelo mesmo diretor presidente.
As entidades subscritas pedem o apoio da sociedade alagoana CONTRA A PRÁTICA DA CENSURA DENTRO DAS EMISSORAS PÚBLICAS DE COMUNICAÇÃO DE ALAGOAS!
Nossa missão, enquanto comunicadores, e ainda mais, comunicadores públicos, é defender o acesso à informação livre como direito humano fundamental, assim como prevê a Constituição brasileira.


ASSOCIAÇÃO DOS TRABALHADORES DO IZP

SINDICATO DOS JORNALISTAS DE ALAGOAS
EDITORIAL
Poder Desafinado

O teatro Gustavo Leite, no dia 27 de novembro, comemorou dois anos de sua inauguração. Pela programação idealizada pelo superintendente do Centro de Convenções, Francisco Pinto, tinha tudo para ser uma noite memorável e de congraçamento cultural através da música. E foi! Foi; pelo que dependeu do esforço empreendido pela organização e gestão do evento. Foi; pelo que dependeu da individualidade de cada músico e seus dons geniais. Foi; pela interatividade e recepção do público presente, aplaudindo e respaldando, de coração aberto, o que lhes era apresentado. E, finalmente, foi uma noite memorável pelo cerne da questão: a estréia, o lançamento da “nota” fundamental da Orquestra Jovem de Alagoas.
Então, qual a rusga, qual o senão capaz de maiores questionamentos a tudo o que foi visto e proposto naquela noite? No palco e na estrutura para a realização do espetáculo, que culminou com a apresentação da orquestra, tudo o que poderia ser criticado também pode ser facilmente desculpado. Nada de grave aconteceu. Pelo contrário, ali estava o espírito empreendedor de técnicos, gestores e artistas. Ali estava a abnegação e solidariedade de pessoas sensíveis que se comprometem pelo entendimento de que o ser humano evolui através das artes. Do genial Fernando Melo ao mais jovem componente da orquestra, no palco, todos eram voluntários de uma causa maior, de uma proposta construtiva para esse miserável Estado que, vergonhosamente, detém os piores índices do desenvolvimento humano. A começar pela mortalidade infantil, passando pelo analfabetismo, até chegar à expectativa de vida do nosso povo.
Mas, então, onde estava o que não cabe mais tolerar? A resposta, como de costume, em nossa cena, é repetitiva, enfadonha e reincidente como a dor de um espinho cravado no pé de quem tenta dar um passo adiante. Mais uma vez, o descaso e descompromisso de alguns gestores públicos e autoridades estabelecidas ficaram evidentes e rivalizaram com os propósitos elevados de parcela importante da comunidade.
O que justificaria tantos lugares vazios, com as marcas “reservado”, e as ausências significativas do secretário de cultura do Estado, do presidente da Fundação Cultural de Maceió, do prefeito e do governador? Todos, formalmente convidados. Talvez, a arrogância em não querer admitir e renderem-se ao fato de que, este ano, um projeto oriundo da iniciativa pessoal do Sr. Francisco Pinto, foi o único projeto de ação cultural realmente significativo para Alagoas. Desprestigia-lo, por não ter saído das secretarias, pastas, ou qualquer que seja o nome burocrático que se dê à inoperância desses gestores, é sórdido e, isso, ficou bem evidente.
Sabemos que sem o apoio estatal será uma tarefa quase impossível a consolidação da nossa orquestra, com um desempenho técnico que realmente possa nos orgulhar. Orquestras bem sucedidas, que atingiram níveis de excelência, principalmente em países do terceiro mundo, como Brasil e Venezuela, por exemplo, tiveram e continuam a ter o braço governamental como base de sustentação. O envolvimento da sociedade alagoana é extremamente necessário e, apesar dos pesares, acreditamos ser possível pelo apelo inquestionável deste projeto. No entanto, uma orquestra significa unidade, trabalho em conjunto, sincronia, garra e emoção. O naipe estatal não pode permanecer desafinado, sob pena do comprometimento geral de toda a orquestra.

Editorial N. 84 Revista Educativa
07/12/2007.
Mácleim.

domingo, 9 de dezembro de 2007

Homenagem à Vera Magalhães

Assistindo sua entrevista na Tv Câmara, descobri que no último dia 04 morreu a economista e socióloga Vera Silvia Magalhães, 59, a única mulher no grupo de guerrilheiros do MR-8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) que, em 1969, seqüestrou o embaixador americano Charles Burke Elbrick, na mais famosa ação armada durante a ditadura militar brasileira. Ela sofreu um infarto e morreu em casa, em Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

Vera foi a responsável por levantar informações sobre os hábitos do embaixador. Para tal, seduziu o chefe da segurança de Elbrick.

"Em poucas perguntas soube hora, roteiro [do embaixador], placa [do carro]... Mas eu não dei", disse em uma entrevista à TV Câmara em 2003.

Nascida em família de classe média, Vera ingressou na militância política aos 15 anos. Segundo dizia, a leitura do "Manifesto do Partido Comunista", de Karl Marx e Friedrich Engels aos 11 anos -presente de um tio- determinou seu engajamento. Foi a primeira pessoa a ser indenizada em vida como reparação por torturas durante a ditadura.

No crematório do Caju, ontem de manhã, o deputado federal Fernando Gabeira (PV), seu ex-companheiro e colega de seqüestro, disse que "era mulher intensa, inteligente, sensível, com muito humor".

"Ela tinha uma personalidade muito semelhante ao do seu primeiro companheiro [José Roberto Spigner]." Ela casou-se outras quatro vezes.
Também do grupo que seqüestrou Elbrick, o ministro Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) afirmou que Vera "viveu intensamente e à frente de seu tempo". Para Martins, ela era uma otimista, que acreditava "que as coisas dariam certo".

"Tive o privilégio de ter sonhado os mesmos sonhos que ela, chorado nos mesmos momentos, e comemorado as mesmas conquistas que ela."

O ex-líder estudantil Vladimir Palmeira destacou que Vera, mesmo com seqüelas da tortura, mantinha militância política, mas não partidária. "Era muito bonita e a mais inteligente do nosso círculo."

Vera estava aposentada por invalidez. Até 2004, dava palestra a presidiários e em favelas sobre cidadania pela ONG Casa Alto Lapa-Santa. "Quero que as pessoas aprendam a pensar. Quero que os excluídos saibam porque são excluídos", disse à TV Câmara.

Vera foi uma das que mais apoiaram o uso da luta armada contra a ditadura. Em 1969, a Dissidência Comunista da Guanabara, da qual fazia parte, abandonou a linha pacifista, optando pelas armas.

Após alguns assaltos a bancos e supermercados, passou a ser conhecida pela imprensa popular como a "Loura 90": dizia-se que usava duas pistola 45 mm e uma peruca loura nas ações. "Eu tinha mal um 38 que emperrava toda hora".

Viu o primeiro marido morrer em confronto com a polícia no início de 1970. Um mês depois, foi presa na favela do Jacarezinho fazendo panfletagem. Ao trocar tiros com a polícia, foi baleada na cabeça.

Ficou presa por três meses. Foi torturada nas dependências do quartel da Polícia do Exército, na Tijuca. Saiu da prisão em junho, libertada com outros 39 presos em troca do embaixador alemão Ehrenfried von Holleben.

No exílio, passou por Argélia, Cuba, República Tcheca, França, Alemanha, Chile, Argentina e Suécia. Formou-se em economia, com mestrado em sociologia na França. Voltou ao país após a aprovação da Lei da Anistia, em 1979.

Internada na semana passada em razão de uma hemorragia pulmonar, morreu na madrugada de terça ao sofrer um infarto. Deixou um filho.

Foi por causa da dedicação de pessoas como Vera que hoje temos democracia, mesmo que limitada sobre vários aspectos, no Brasil. Seu exemplo na luta por democracia e justiça em nosso país sempre será seguido.
Informações da Folha de São Paulo.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Dia 29 - contra a violencia no campo e a impunidade.

Ontem dia 29 de novembro foi o Dia Estadual de Luta Contra a Violência no Campo e a Impunidade. Os movimentos de luta pela terra realizaram uma manifestação na Praça Deodoro no Centro de Maceió, em conjunto com o movimento sindical e estudantil.



Abaixo a íntegra do manifesto dos movimentos do campo.


Em Alagoas, cuja economia é sucularmente centrada na lavoura açucareira, os trabalhadores rurais estão submetidos a todo tipo de exploração e humilhação. São péssimas as condições de trabalho, de transporte, de moradia e alimentação. Os trabalhadores da cana-de-açucar envelhecem e morrem mais cedo, enquanto os usineiros gozam de incentivos oficiais e acumulam milhões.

Esse ambiente de máxima exploração do trabalhador rural se combina com a impunidade dos latifundiários que se sentem à vontade para matar trabalhadores sem-terra, como aconteceu no dia 29 de novembro de 2005, quando Jaelson Melquíades, da direção do MST, foi assassinado com cinco tiros por dois pistoleiros em um assentamento na cidade de Atalaia, até hoje a polícia não prendeu os culpados.

Hoje fazem dois anos da morte de Jaelson!

Em defesa da reforma agrária e vida digna no campo e na cidade!

MLST, CPT, MST, MTL, MMC, PJMP


* A manifestação contou com as presenças da CUT, Sinteal, Sindprev, Sindapen, UMESE, UNE e Sindpol

Agente penitenciário assassinado

Na última quarta-feira o agente penitenciário Manoel Messias de Souza Junior (foto), 26 anos, que foi ferido com três tiros durante o resgate de um reeducando. Tava tudo errado. Sem colete à prova de balas, revólveres sem munição e automóvel inadequado.

Já na própria quarta-feira agentes penitenciários foram à unidade de emergência. Revoltados soltaram o verbo em cima do governardor Téo Vilela (PSDB) e no Conselho de Segurança.

Quem assassinou o agente Manoel Messias não foram os comparsas do reeducando e sim o Estado.

Qual a reação do Conselho?

Intimar a dirigente sindical Rídina Motta por dizer que o Conselho não serve pra nada. Pode?!

Todo mundo em Alagoas sabe que o Conselho só serve pra perseguir policiais e agentes penitenciários que reivindicam seus direitos.

Quero ver quantos vão precisar morrer para que nossas autoridades tomem uma atitude.